Publicado por: blogdamariazinha | 27/01/2012

Alipório

Será que o senhor Givaldo, que é um bola murcha danado, não tem nada pra fazer?

Li no jornal Século Diário de hoje, pequena nota, na seção Socioeconômicas, intitulada Alegria de vice dura pouco. Segundo a nota “nesses dez dias em que substitui o titular, Renato Casagrande, Givaldo voltou a ter a alegria de uma criança que está descobrindo o mundo. Foi a Brasília, conversou com ministros, fez inaugurações, posou para fotos oficiais, descerrou faixas, cortou fitas…”.

A nota vem acompanhada da foto que ilustra esse post e me deu um tremendo alipório.

Me lembrei dessa palavra, que se não me engano escutei na Bahia já há muito tempo, que significa sentir vergonha por alguém.

Senti vergonha pelo senhor Givaldo. Esse senhor, que passou o ano de 2011 posando de papagaio de pirata do governador Casagrande, além de se meter em confusões, como por exemplo foi negociar com os estudantes que ocuparam a avenida central em Vitória, gosta de dar uma impressão de ativismo, de que está fazendo algo, que na verdade não está.

Esse senhor, Givaldo, é alguém de quem não ouvimos nada de produtivo, de concreto, de propositivo. É uma verdadeira nulidade.

Por isso, fiquei com alipório ao ver essa foto com o senhor vice-governador, que nada faz ou propõe, batendo uma bolinha. Só resta mesmo isso para ele fazer?

Se aprume senhor Givaldo. Arrume algo para fazer, proponha algo, estude a realidade capixaba, veja no que podemos melhorar. Quem sabe, até 2014 o senhor pensa em algo? Assim, talvez, possa justificar a tentativa de continuar como vice na chapa de Casagrande quando ele disputar a reeleição.

Publicado por: blogdamariazinha | 27/01/2012

DNOCS: Departamento Nacional de Operações de Corrupção e Suborno

O que está jorrando no DNOCS não é água, infelizmente.

Esse é realmente um governo “democrático”. “Democrático” com a corrupção, que – já instalada nos principais gabinetes ministeriais, conforme vimos em inúmeros escândalos no ano de 2011 e nesse início de 2012 – agora se propaga de forma célere para os departamentos e órgãos do governo. Agora é o DNOCS, Departamento Nacional de Obras Contra a Seca, por mim renomeado de Departamento Nacional de Operações de Corrupção e Suborno.

É realmente vergonhoso.

O pior de tudo, penso eu, é a senhora Dilma Rousseff quer posar de combatente da corrupção quando demite alguém, como agora o fez com o diretor-geral do DNOCS, senhor Elias Fernandes.

Na verdade, na verdade, só demitiu esse senhor depois que foi desafiada pelo padrinho do indigitado, o deputado federal, e líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves.

No entanto, para mostrar a seriedade com que trata a administração pública, ela que – insisto – gosta de mostrar sua “face” técnica, vai nomear um indicado por … Henrique Eduardo Alves.

Depois, quando novo escândalo surgir, seja no DNOCS, seja em qualquer outro canto desse governo, que produz malfeitos em cativeiro, o roteiro se repetirá.

Vergonhoso que a senhora Dilma Rousseff permita e faça esse tipo de coisa, mas enquanto a sua popularidade estiver alta não parecemos ter a menor chance de vê-la tratar desses assuntos com a seriedade que o tema merece.

Publicado por: blogdamariazinha | 26/01/2012

Faltam 340 dias para acabar a (indi)gestão de Coser

Triste, muito triste, ainda termos que suportar esse senhor por mais 340 dias. Continuarei contando.

Realmente, é isso, penso eu, que resta aos cidadãos de Vitória a fazer: contar os dias que faltam para esse desgoverno de João Coser terminar. Para nossa tristeza esse é um ano bissexto e tem 366 dias.

Durante esses meus dias no estaleiro o senhor prefeito esteve de férias. Poderia esticá-las. Ao meu juízo não fez falta alguma.

Como presente de retorno duas notícias para o senhor Coser. Elas mostram a situação a que a cidade de Vitória está submetida: desmandos e incompetência.

No caso do Tancredão, segundo relatório de auditoria do Tribunal de Contas, conforme publicado no jornal A Gazeta do dia 24 de janeiro, depois da obra atrasar mais de 3 anos, ainda teve um gasto irregular de R$ 3,8 milhões. Incompetência total.

No caso dos famosos quiosques do calçadão de Camburi além da absurda demora, que continua visto que falta entregar a maioria deles, os dois que foram entregues se revelaram, segundo reclamações públicas dos concessionários, incompatíveis para o uso por falta de área coberta. Os consumidos ficarão no sol ou na chuva. Mais incompetência.

É por isso, e muito mais que têm aparecido e já foi aqui ou alhures comentado e criticado, que, penso eu, só nos resta contar os dias para acabar com essa “pândega” administrativa, política e ética que é o desgoverno do senhor João Coser.

Publicado por: blogdamariazinha | 26/01/2012

O Judiciário é ou não é um poder da República?

Envergonhada pela falta de força, representada pela espada, para cuidar dos seus problemas; pela falta de equidade para a aplicação da lei, para tratar dos seus membros, e pela falta de imparcialidade, para tratar de suas questões, assim se sente a deusa Justitia que a tudo isso simboliza. O Poder Judiciário não pode se submeter aos interesses de alguns poucos que lhe mancham a reputação. Mudanças Já.

Já de há muito qualquer brasileiro medianamente informado sabe que o Poder Judiciário padecia – e padece – de incontáveis problemas. Favorecimento, lerdeza, corrupção, nepotismo, desorganização, burocratismo e por aí vai.

Antes que me acusem de generalização absurda vale destacar que esses males não foram e não são aceitos por todos os juízes. Aqui mesmo no Espírito Santo tivemos, temos, pessoas de grandeza moral e preocupação humana destacada. Para não cometer nenhuma indelicadeza com os atuais, na ativa ou aposentados, cito apenas um nome de um ético capixaba que atuou nas lides: Renato Pacheco, que entre tantas coisas foi também Juiz de Direito.

Isso no entanto chama a atenção para outro problema: a tolerância ou aceitação dos problemas e malfeitos.

De toda essa crise que ronda o Judiciário – nacional e capixaba – uma coisa positiva acontece: esse Poder deixou de ser esquecido pela sociedade, esse Poder deixou de ser inquestionável, esse Poder deixou de ser o “dono da voz e da verdade”.

As denúncias que aparecem a todo momento precisam ser esclarecidas e investigadas, precisam de conserto, para que não se repitam, e punição, para que não estimulem a continuidade. De outro modo continuarão os cidadãos com o sentimento de que continuamos a viver numa “república das bananas”, onde existem cidadãos de primeira classe, os membros do judiciário, cidadãos de segunda classe, os membros dos outros poderes, e cidadãos de terceira classe, os ditos comuns.

Talvez fosse uma boa iniciativa do Congresso Nacional, combinada entre governistas e oposicionistas, a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para passar um pente-fino no Judiciário.

Nenhuma instituição da República está acima da Lei. Ou aceita-se que todos a ela devem obediência ou episódios de violência aberta contra decisões judiciais continuarão a acontecer e até a se ampliar. Perder-se-á a legitimidade.

Publicado por: blogdamariazinha | 25/01/2012

É preciso desmamar esse Bezerra

Esse é um dos momentos em que se conseguiu captar o ministro mamando nas tetas da integração nacional.

Ao longo desse tempo que estive ausente aqui do Blog o tema da corrupção no governo central continua sendo um dos mais recorrentes. Sem nem mesmo resolver – ou, do ponto de vista do governo, resolvendo ao jogar para baixo do tapete – os problemas que envolvem os ministros Fernando Pimentel e Mário Negromonte, já temos mais um na lista de escândalos desse governinho de triste continuidade antiética.

É claro e óbvio, desde o título, que falo do senhor Fernando Bezerra, ministro da Integração Nacional.

Tudo começou com o evidente favorecimento do estado do senhor ministro, Pernambuco (evidente que os pernambucanos não têm culpa alguma), na distribuição de verbas para prevenção dos acidentes climáticos.

Como muitas vezes ocorre nos períodos de fim de ano, e esse que passou novamente, tivemos muitas chuvas em algumas regiões (especialmente Minas Gerais, dessa vez) e seca em outras (Rio Grande do Sul), mas a maior parte das verbas foi para Pernambuco.

Mas isso foi apenas a ponta do iceberg. A partir daí, inúmeras outras denúncias envolvendo o ministro e alguns de seus familiares e aliados políticos apareceram. Até caso de nepotismo, com seu irmão nomeado para a CODEVASF, Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco.

Vergonhoso para a senhora Dilma Rousseff que nada tenha feito, mais uma vez, em torno da questão. O ministro, apesar das várias denúncias, continua lá mamando nas polpudas tetas da integração nacional. A presidente, que gosta de se dizer muito técnica, na verdade só faz cálculos políticos e pensa no apoio do PSB, partido do ministro que, por sinal, foi indicado pelo seu presidente nacional e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Muito vergonhoso, uma lástima.

Publicado por: blogdamariazinha | 25/01/2012

Voltando, aos poucos, à ativa

Depois de forçadas férias por causa de questões de saúde, aos poucos, retorno com esse trabalho no Blog que tanto me satisfaz. Sejam bem vindos mais uma vez.

Desde o dia 16 de dezembro que não publicava nada no Blog. Nem mesmo os tradicionais votos de boas festas e bom ano novo. Explico para aqueles que frequentam o Blog, mas porventura não sabem dos problemas que tive.

No dia 15 de dezembro me sentindo bem mal fui ao hospital. Fui medicada e retornei para casa. No dia 16 de dezembro, apesar de me sentir muito fraca, fiz os posts, mas depois voltei ao hospital e por lá fiquei durante grande temporada. Não é algo que se possa dizer agradável. Tive embolia e estou, até hoje e durante mais um bom tempo, que os médicos decidirão a extensão, estou em processo de recuperação.

Desde que retornei não me sentia com disposição de ler jornais, pensar na política e nos acontecimentos. Muita fadiga, muitos remédios, muita canseira, muito sono e por aí vai.

Nos últimos dias comecei a me sentir um pouco melhor e, com a ajuda de alguns amigos, vou retomar – vagarosamente – o trabalho aqui no Blog. Esse esforço me faz bem, me faz me sentir, novamente, na ativa.

Não será, ao menos por enquanto, uma coisa tão intensa quanto antes, mas pretendo manter uma certa regularidade.

Hoje já colocarei um post e tenho dois em andamento para amanhã, muitos foram os assuntos que se acumularam nesse período. Nem tudo há de ter sentido em comentar, “ficaram velhos”, como se diz. Alguns recuperarei, outros se mantem em pauta e os que forem aparecendo irei, na medida das condições, fazendo meus comentários e análises.

Não terei condições de interagir fortemente com aqueles que me acompanham, o esforço tem que ser dosado e minhas energias ainda estão se recarregando, mas, na medida do possível, responderei aos comentários no facebook, no twitter e no próprio Blog.

Obrigado a todos e sigamos em frente.

Um filme para emocionar, descontrair e um pouco de tensão. Um filme sem compromisso com grandes causas, apesar para diversão, afinal o cinema também é pra isso. Como gosto muito da pessoa Angelina Jolie, apesar de não achar que é uma grande atriz, mas a companhia de Anne Archer e Danny Aiello, fazem desse filme uma boa distração para um fim de semana que, mais uma vez, promete, ao que parece, ser nublado. Uma boa diversão para comer uma pipoca com guaraná. Bom filme.

Sinopse (Fonte: http://www.interfilmes.com/filme_v1_18155_Mojave.Sob.o.Luar.do.Deserto.html#Elenco)

Al McCord (Danny Aiello) está passando o tempo em seu restaurante preferido quando encontra Ellie (Angelina Jolie), uma atraente jovem que lhe pede uma carona da cidade até o Deserto de Mojave, onde mora sua mãe. Após convencer o quarentão e na medida em que o tempo passa, ela vai se apaixonando por ele que, por sua vez, ao chegar no destino, cai de amores por Julie (Anne Archer), a dona da casa. Esse triângulo complicado fica mais perturbado pela presença do esquisito namorado da mãe da moça. Após essa visita, com certeza Al nunca mais será o mesmo.

Informações Técnicas
Título no Brasil: Mojave – Sob o Luar do Deserto
Título Original: Mojave Moon
País de Origem: EUA
Gênero: Ação
Tempo de Duração: 95 minutos
Ano de Lançamento: 1996
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Spectrama
Direção: Kevin Dowling

Elenco
Danny Aiello … Al
Anne Archer … Julie
Michael Biehn … Boyd
Angelina Jolie … Eleanor ‘Elie’ Rigby
Alfred Molina … Sal
Jack Noseworthy … Kaiser
Zack Norman … Terry
Peter MacNicol … Tire Repairman

Você pode ver o trailer do filme no endereço http://www.youtube.com/watch?v=kqMs26esY5U (por algum problema, ainda não descoberto, não estou conseguindo colocar vídeos no Blog.)

Publicado por: blogdamariazinha | 16/12/2011

Redução de tributos: uma luta fundamental

Excelente e educativa a matéria do jornalista Abdo Filho no jornal A Gazeta de hoje sobre a questão dos impostos.

Muito boa e importante a matéria do jornal A Gazeta de hoje assinada pelo jornalista Abdo Filho, intitulada “Impostos demais, e só 9% vão para saúde, educação e obras”.

O jornalista destaca que desde 1995, o primeiro ano completo do Plano Real, até 2010, a carga tributária no país subiu de R$ 630,5 bilhões para R$ 1,292 trilhão. Já o dinheiro para investimentos subiu de R$ R$ 48,1 bilhões para R$ 105 bilhões.

Chama atenção ainda, e principalmente, o fato de que do total de impostos que pagamos muito pouco vai para obras, saúde e educação, o que os governos sempre prometem ser as prioridades. De cada R$ 100,00 (cem reais) que arrecadam, os governos gastam apenas R$ 8,60 (oito reais e sessenta centavos) com esses setores “prioritários”. Um absurdo, uma vergonha.

Importante destacar, quando tem se enfatizado tanto nos últimos dias, a boa condição fiscal do país, quando se compara a situação dos países europeus, dos Estados Unidos e do Japão, que boa parte dessa tranquilidade que temos foi devido não a qualquer corte de gastos ou contenção de despesas, e, sim, graças a esse absurdo aumento da carga tributária, que quando começou o Plano Real era de cerca de 28,92% do Produto Interno Bruto (PIB) e que esse ano será algo em torno de 36% do PIB, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Esse tipo de coisa não poderá seguir acontecendo, a capacidade dos cidadãos e empresas aumentarem, de forma real, o financiamento do governo é limitada. Esse processo, mais cedo do que se pensa, terá um fim, e aí como faremos?

É preciso, rápida e intensamente, racionalizarmos a utilização dos recursos públicos e pararmos de aumentar despesas inúteis, se é que queremos ampliar os serviços sociais e a realização de obras públicas. Dinheiro, como se sabe, não nasce em árvore.

Publicado por: blogdamariazinha | 16/12/2011

Virtualidades governamentais: agora é o Rio Marinho

Mais uma obra virtual. Que mania não é? Até hoje esperamos muitas das obras virtuais prometidas por Coser, Hartung e Lula, entre outros. Para com isso Casagrande.

Essa mania cada vez maior dos governos de ficar divulgando virtualidades como se fossem, já, realizações é algo que me deixa cada vez mais irritada. Todos os governos têm, ao longo desses últimos anos, feito isso de forma cada vez mais intensa e irresponsável.

Por sorte, me parece, cada vez menos os cidadãos e a imprensa, acreditam nessas coisas. Mas não devemos, penso eu, apenas não acreditar. Precisamos criticar essas “baboseiras virtuais” governamentais, e, também, cobrar mais realismo e execução das obras que são prometidas.

Os governos deveriam ter em seus sites, espaços próprios com divulgação do cronograma de execução de todas essas obras que anunciam. Como não gostam de fazer isso para não serem cobrados, penso que a imprensa ou alguma organização da sociedade poderia criar um site desse gênero. Assim, talvez, os governos parassem ou ao menos reduzissem esses exercícios de demagogia explícita.

Falo disso, mais uma vez, por causa, agora, desse projeto que o governo divulgou de desassoreamento e revitalização do Rio Marinho. A “obra virtual” é uma maravilha. Os detalhes que mais me chamaram a atenção desde ontem, quando não tive condições de postar nada no Blog, são os prédios altos ao lado do Rio e o seu azul de uma intensidade sem igual.

Deveria o governo, o que parece não fez, divulgar o cronograma das obras e fazer uma maquete virtual apenas daquilo que, realmente, irá fazer. Quem vai construir esses prédios? Não imagino que será o governo, que apenas “projeta” os edifícios, mas dá uma impressão que isso faz parte do conjunto da obra. Demagogia virtual, disso cansamos com o governo estadual anterior e a prefeitura de Vitória atual, além, claro, do governo Lula.

Publicado por: blogdamariazinha | 14/12/2011

Uma homenagem que muito me deixa honrada, feliz e emocionada

A homenagem de ontem me deixou mais que emocionada, muito feliz e honrada. Um muito obrigado é tudo que a emoção me deixa dizer.

Na noite de ontem, como tenho feito nos últimos cinco anos, participei, junto com Laércio, do tradicional jantar de fim de ano da Transparência Capixaba. Estavam lá vários de seus associados. Não poderia deixar de citar alguns que são mais próximos na minha caminhada política dos últimos anos.

Pude me encontrar com Délio Prates, que já foi secretário-geral da Transparência Capixaba e atualmente é o seu secretário de Relações Institucionais, além de ser o atual presidente do Conselho Estadual de Ética Pública e tesoureiro da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Espírito Santo; pude conversar com Leonardo Barreto, primeiro secretário-geral da Transparência Capixaba e atual presidente do Conselho Deliberativo da instituição, além de, claro, promotor de justiça; pude falar com Rafael Simões, membro fundador e atual secretário-geral da organização, além de professor e historiador, pude ver e falar com tantos outros. Encontrei alguns jovens transparentes que já se preparam, num futuro breve diria, para substituir os transparentes mais “velhos”, tais como Rodrigo Rossoni e Edmar Camata.

Muito feliz, no entanto, muito honrada mesmo, pelo reconhecimento e valor que dou a essa organização, que ajudei a fundar nos idos de 2001, foi receber, nessa festa que comemorou os 10 anos de fundação, a Medalha Renato Pacheco. Além de mim, e de forma muito justa diria eu, foram homenageados o chargista Amarildo, do jornal A Gazeta, e o secretário-geral Rafael Simões.

Amarildo, nas palavras de agradecimento que pronunciou, chamou atenção para o fato de que se pudesse escolher alguém para lhe homenagear não haveria outra instituição que não a Transparência Capixaba, pelo que faz com palavras e atos, o que ele faz com sua “pena” de chargista.

Rafael Simões, homenageado surpresa, não teve palavras. Chorou com a emoção do carinho que tem pela entidade pela qual ele zela com esforço intenso, para dizer o mínimo.

Eu, como disse ontem, nas palavras de agradecimento, não consigo chorar, nunca consegui, mas meu coração, ao também ser de surpresa homenageada, transbordou de alegria e felicidade. Falei pouco, apesar de não chorar, faltaram me palavras. Reconheci a divergência que tivemos em 2003, mas ressaltei, e esse é o aspecto principal, penso eu, o respeito que tenho por esses “meninos”, pelo encontro de vontades e ideias que partilho com eles, pela admiração que nutro pela organização consistente e coerente, sem partidarismos e discursos fáceis, que eles construíram nessa década de esforço pelo bem público, pela ética e transparência pública.

Essa homenagem fecha para mim, que esse ano completei 80 anos, um ano muito bom, um ano feliz, um ano, em que apesar das dificuldades naturais da idade, me fez rever muitas conceitos, muitas ideias, mas me fez continuar acreditando que construir uma vida melhor, um país melhor, é possível, que temos, como espelham esses “meninos” da Transparência Capixaba, material humano para isso.

Como Jamelão disse muito tempo atrás, durante visita do então presidente Bill Clinton na quadra da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, “fiquei feliz igual pinto no lixo”.

Obrigado à Transparência Capixaba. O presente que me deram com essa Medalha Renato Pacheco, esse honrado capixaba, ficará, sempre, em lugar de destaque na minha estante, na minha mente e no meu coração.

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