Publicado por: blogdamariazinha | 20/11/2012

Petistas em busca da coerência (para sempre?) perdida

Apesar do discurso de muitos petistas que prega e cobra a coerência, vemos que tudo não passa mesmo de retórica e demagogia.

É rizível – e ao mesmo tempo sofrível e indizível – ter que ler os jornais e verificar petistas “batendo cabeça” em busca da coerência perdida. Coerência que “mantinham”, diga-se, com discurso demagógico e retórica falsa.

O Partido dos Trabalhadores (PT) é o maior embuste político já construído e visto nesse país. A demagogia que pregou, a retórica falsa que sustentou, ao longo dos anos já há muito se esboroou nas práticas da corrupção, na contradição do dito com o feito. Sua credibilidade política – construída sempre sobre os escombros da desgraça alheia, verdadeira ou por eles fabricadas e repetidas a granel até se tornarem “verdades”, tal como deve ter lhes inspirado o líder nazista Joseph Goebbels – já se evaporou nas brumas de um passado distante.

Para mostrar como estão assim, digamos, desorientados os petistas podemos destacar três frases de eminentes – regional ou nacionalmente – membros desse partido, que estão nos jornais de hoje.

O senhor Cláudio Vereza, deputado estadual, ao falar sobre a emenda da reeleição para a presidência da Assembleia Legislativa, em tramitação na Casa, afirma que “é preciso termos coerência, já que fui eu o autor da emenda que pôs fim à reeleição para presidente [da ALES]”. Sua declaração continua e não consegue esconder o preço da “coerência” que busca o insígne parlamentar “e também há outras coisas ligadas a esta PEC, como as outras cadeiras da Mesa Diretora, as comissões e a composição do governo”.

Já o deputado federal petista, e atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Domingos Dutra (MA), disse que “’grã-finos’ que praticam corrupção devem, além de pagar multa e restituir os cofres públicos, cumprir pena de prisão como os ‘lascados’”. Ou o senhor Dutra é um rematado demagogo – e, por exemplo não leu a nota da direção nacional de seu partido sobre o Mensalão, coisa difícil de acreditar e também não deve ter apoiado a reeleição de Roseana Sarney no Maranhão – ou ele está no partido errado.

Por último temos o senhor José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, a falar – mais uma vez – sobre a questão dos presídios e a sua “belíssima” declaração de que preferia morrer a cumprir pena nos presídios do Brasil (ou algo assim). Ele agora afirmou que “seja como deputado ou como ministro, eu sempre falei isso. Talvez agora as pessoas estejam com a pele mais sensível por força do julgamento do Mensalão”. Poderia o senhor ministro nos lembrar, com data, hora e local, das outras vezes que deu declarações assim, desse gênero. Ficaria mais crível, e teria menos aparência – cada vez mais comum aos petistas – de estarem, como outro grande inspirador deles, o ditador soviético Stálin, querendo reconstruir permanentemente a história.


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