Publicado por: blogdamariazinha | 14/11/2012

Explosão de violência em São Paulo e Santa Catarina, na verdade no Brasil

É inaceitável que essa situação mostrada no quadro e que os cidadãos brasileiros acompanham e vivenciam diariamente se repita. Até quando?

Acompanho com apreensão a explosão de violência que acontece em São Paulo desde o início do mês passado e que, agora, parece atingir também Santa Catarina. Será só lá? Vivenciamos, já há muitos anos, uma epidemia de violência em nosso país.

Algumas perguntas que muitos capixabas se fazem, como também muitos brasileiros dos outros estados, imagino eu, são: Essa violência vai chegar aqui? Quando essa violência vai chegar aqui? Eu responda que já está. Nossos indicadores nesse campo, infelizmente, são muito piores que a maioria dos estados brasileiros. Somos o segundo estado que mais mata pessoas no país.

Não me parece, pelo que tenho lido e ouvido sobre o tema, que o problema da segurança pública no Brasil – especialmente no caso de São Paulo – seja da quantidade de pessoal envolvido no setor, são mais de 400 mil homens e mullheres nas polícias militar e civil, no Corpo de Bombeiros e nas guardas municipais. Isso sem falar, nem contabilizar, nas Polícia Federal e Rodoviária Federal.

Não me parece também, mais uma vez pelo que tenho lido e ouvido, que a questão seja da falta de investimento. Nosso investimento – relativo ao Produto Interno Bruto – é similar a de países que têm índices de violência bastante inferiores ao nosso, como o México, apesar da “guerra” que trava com os seus traficantes de droga, e da Argentina, por exemplo.

Uma das questões que se fala muito é do fato de que fazemos pouco trabalho de inteligência policial, que a pouca que existe ainda sofre de dificuldade de integração, seja dentro dos estados e, ainda mais, de um estado para outro, que não utilizamos mecanismos outros que a repressão para combater as organizações criminosas (por exemplo a questão da expropriação dos recursos e propriedades dos traficantes e das organizações criminosas), que o nosso enfoque no trabalho policial é de “guerra” e não de proteção aos cidadãos, que o nosso sistema penitenciário é uma barbaridade e totalmente ou parcialmente controlado pelos bandidos e por aí vai.

São muitos os problemas e a sua resolução se mostra cada vez mais urgente. Precisamos decidir por uma política combinada e integrada de segurança pública, sem demagogias, sem partidarismos, sem proselitismos, sem bravatas.

Quem está sofrendo com toda essa violência são os cidadãos brasileiros, morrendo aos borbotões, sendo feridos e mutilados, tendo seus bens roubados, sua vida ameaçada. Isso não pode continuar.


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