Publicado por: blogdamariazinha | 01/11/2012

Sou contra eleito para o Legislativo assumir cargo no Executivo

Sou contra esse negócio de político eleito para o Legislativo ir para o Executivo, contra usar cargos no Executivo como prêmio de consolação para derrotados e contra aqueles que não cumprem seus mandatos até o final.

Terminado o processo eleitoral começam, agora, de forma intensa e nem tão discreta assim, as discussões sobre a composição sobre os próximos secretários municipais.

Espera-se dos prefeitos eleitos, diante das dificuldades que vamos vivenciar nos próximos anos, a escolha de secretariado que além de capacidade política e sensibilidade social, tenha competência técnica, de gestão.

Uma coisa, no entanto, me deixa de “cabelo em pé”. A escolha de membros do Poder Legislativo para cargos no poder Executivo.

O cidadão faz campanha durante longo período, dizendo aos eleitores que se eleito fará isso e aquilo e a primeira coisa que faz é se esquecer de tudo o que disse e se aboletar no Poder Executivo. O nome disso, ao meu juízo, é traição, traição aos eleitores.

Como sou contra também esse negócio do cidadão ficar pulando de galho em galho, sem terminar mandato. Durante um tempo isso pode até dar certo (vejam os casos de Audifax na Serra, Rodney em Vila Velha e Luciano Rezende em Vitória, por exemplo), depois de um tempo isso cansa, o eleitor se sente, com justa razão penso eu, traído (vejam, por exemplo, o caso de José Serra em São Paulo, que penso teve isso como um fator importante para sua derrota).

Ao se candidatar a um cargo o político assume – ou deveria assumir – um compromisso com o eleitor. Ele está, na prática, assinando um contrato com todos nós, mesmo com aqueles que não votaram nele, e se sai do mandato para um cargo em outro poder ou para outro mandato está traindo a confiança nele depositada.

Por isso exponho aqui o meu protesto contra esses vereadores que já estão por aí “se candidatando” a cargos de secretários municipais.

Por fim deixo meu protesto também com cargos públicos sendo usados como premiação a candidatos derrotados. É o caso do tal Frei Paulão que era secretário estadual de cultura, saiu do cargo para disputar a eleição em sua cidade (Muqui) e agora ganha como prêmio de consolação do senhor Renato Gasagrande o comando da Ceasa. Mudança “pequena” da cultura para a agricultura. Fala sério, Casagrande.


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