Publicado por: blogdamariazinha | 04/10/2012

A guerra na Síria está transbordando?

Esse conflito na região do Oriente Médio preocupa-me cada vez mais, é uma escalada de tensões com várias ordens de problemas se entrelaçando. O ambiente de tensão no ar me lembra a época de Guerra Fria.

Ontem, pela primeira vez desde que o conflito na Síria começou no início do ano passado, a situação passou a envolver diretamente um segundo país, no caso a Turquia.

No dia anterior tiros de morteiro, oriundos de tropas governamentais sírias, segundo o governo da Turquia, atingiram o território do país e mataram cinco civis, uma mulher e quatro crianças, todas de uma mesma família.

A Turquia revidou com fortes ataques de artilharia no dia de ontem e hoje, mais uma vez, atacou regiões sírias matando soldados do exército sírio. Ainda mais, foi convocada uma reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), da qual o país faz parte, para discutir a situação.

A situação daquela região complica-se a cada dia mais um pouco. Não podemos esquecer que temos ali a praticamente permanente situação de tensão entre Israel e grupos fundamentalistas palestinos (Hamas e Jihad Islâmica) e libaneses (Hezbollah), a situação de tensão explícita e permanente entre Israel e o regime iraniano, que busca construir bombas atômicas (ou será que alguém acredita naquela conversa fiada de Mahmoud Ahmadinejad, o presidente do Irã, de que tudo que se faz no âmbito nuclear iraniano é para fins pacíficos?), a situação de instabilidade do Iraque, as novas tensões do Egito e por aí vai. A região do Oriente Médio é, com razão, penso eu, classificada como um barril de pólvora, que pode virar um “barril nuclear”.

Por isso, penso eu, é de todo importante, fundamental mesmo, que o mundo preste atenção ao que lá acontece e busque intervir pacífica e positivamente buscando a superação de todas essas situações de tensão. O problema é que a Europa está muito concentrada em sua imensa crise, os EUA no meio de um disputado processo eleitoral, a Rússia e a China fazendo demagogia e pensando apenas em seus interesses comerciais e geopolíticos e o fundamentalismo continua crescendo na região. Não gosto de pensar em situações de tensão máxima, mas isso está me trazendo vívidas lembranças dos piores momentos da Guerra Fria, tal qual na época da Crise dos Mísseis cubanos (1962).


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