Publicado por: blogdamariazinha | 25/09/2012

Desperdício de dinheiro público: o caso da Câmara de Anchieta

Essas tabelas mostram o absurdo gasto da Câmara de Anchieta e de muitas outras em 2011. Isso precisa ser fiscalizado pelo Tribunal de Contas e o Ministério Público.

Leio no jornal A Tribuna de hoje mais uma matéria que fala do absurdo desperdício de dinheiro público em algumas câmaras municipais do Espírito Santo.

É uma coisa pra lá de absurda que a Câmara de Vereadores de Anchieta tenha um gasto total de R$ 8.827.062,92 (oito milhões oitocentos e vinte e sete mil e sessenta e dois reais e noventa e dois centavos) em um ano, absurdo maior que seja a Câmara com o maior gasto por habitante do Espírito Santo. Cada habitante de Anchieta paga R$ 363,78 (trezentos e sessenta e três reais e setenta e oito centavos) por ano para manter o seu Poder Legislativo. Algo em torno R$ 30,31 (trinta reais e trinta e um centavos) por mês ou R$ 1,01 (um real e um centavo) por dia.

Gostaria de saber, como bem destacou o presidente da Transparência Capixaba, Rafael Simões, na matéria de hoje do jornal que tipo de atividade extraordinária desenvolve aquela Câmara? Qual são, pergunto eu, as muitas ações de legislar, fiscalizar ou discussão de política públicas que suas excelências municipais de Anchieta desenvolvem para tantos gastos?

Evidente, como bem destacou o pessoal da Revista Finanças dos Municípios Capixabas, que cidades menores apresentam gastos maiores por habitantes porque há necessidade de uma estrutura mínima e número de vereadores proporcionalmente maiores.

Como, no entanto, explicar esse gasto de quase nove milhões de reais em Anchieta, contra menos de dois milhões de reais em municípios como Muniz Freire ou pouco mais de um milhão de reais no município de Presidente Kennedy (que, cá entre nós, não é um grande espelho pra quase nada, mas nesse caso mostra como o gasto de Anchieta é absurdo).

Não por outra razão, por não ter mesmo o que explicar, a senhora Dalva da Matta Igreja, presidente daquela Casa, não atendeu ao jornal A Tribuna.

Os órgãos de controle como o Tribunal de Contas e o Ministério Público têm que tomar medidas imediatas, penso eu, para verificar o que está acontecendo lá. Mesmo que não seja corrupção, temos ineficiências e desperdícios, e, não custa lembrar, a eficiência é um dos princípios constitucionais da administração pública em nosso país.


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