Publicado por: blogdamariazinha | 12/09/2012

Governo colombiano abre novas negociações com as FARC: expectativas e riscos

Interessante esse quadro preparado pelo G1. Ajuda a entender um pouco a situação.

Uma das vantagens de ser aposentada e de se gostar de ler e se informar sobre o mundo nos dias que correm é a disponibilidade de informações quase ilimitadas. A internet nos permite saber sobre o que “anda rolando” em várias partes do mundo que antes nos eram pouco acessíveis.

Minha natureza é pacifista. Gosto sempre de pensar em buscar soluções políticas para os conflitos. Torço por uma solução pacífica para os conflitos entre palestinos e israelenses, entre russos e chechenos, bem como conflitos internos de um mesmo povo, como os que abalam a falida Somália, que parece virou terra de piratas, torci pelo fim dos conflitos entre os ruandeses na década de 1990, e – na verdade – entre todos os povos que vivem em conflito, entre si ou com outros.

Esse sentimento, no entanto, não me impede de ver perigos em processos de paz específicos. Especialmente penso nesse processo de negociação de paz que foi retomado oficialmente entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Fico preocupada pois a experiência de negociações entre essas partes já deu errado antes por intransigência e má-fé por causa dos membros das FARC. Esse grupo, que outrora pode ter tido alguma ideologia revolucionária, vive – direta e indiretamente – já faz tempo do narcotráfico e se mostrou não cumpridor dos seus compromissos.

A Colômbia já teve sucesso de negociações de paz no final da década de 1980 com o Movimento 19 de Abril, o famoso M-19. Isso, no entanto, só veio a acontecer porque esse movimento guerrilheiro – não era narcotraficante – foi militarmente derrotado antes. Eles se institucionalizaram e participam até os dias de hoje da política colombiana.

Os termos do acordo e do próprio processo de paz que agora começa devem ser bens estabelecidos para não servirem tão somente de um “refresco” para as FARC que estavam próximas de serem derrotadas. As perdas que sofreram nos últimos anos – resultado de uma estratégia de enfrentamento – foram visíveis e significativas.

Acompanhemos a evolução das negociações e vejamos se e como irão progredir. Os primeiros encontros estão marcados para o mês de outubro na cidade de Oslo (Noruega) e depois em Havana (Cuba).

Preocupante, em nosso caso ainda, é que o Brasil, que tem sua política externa muitas vezes dominada por uma agenda ideológica exclusivista e excludente do Partido dos Trabalhadores (PT), tenha um posição pró-FARC. Afinal tanto o PT quanto as FARC são membros do tal Foro de São Paulo (http://pt.wikipedia.org/wiki/Foro_de_S%C3%A3o_Paulo).


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