Publicado por: blogdamariazinha | 05/09/2012

Leão voraz ou como já disse Delfim Neto o Brasil não é a Belíndia, mas a Ingana: impostos de Inglaterra e serviços públicos de Gana

O leão da Receita Federal está cada vez mais voraz. 44% de aumento no Imposto de Renda não é possível nem aceitável.

Conforme levantamento realizado pela Ernst&Young Terco e divulgado hoje pelo jornal A Gazeta o Imposto de Renda que os brasileiros deveriam pagar é até 44% menor do que atualmente.

O levantamento cobre o período de 1998 a 2012 e considerada que para esse último ano o reajuste promovido na tabela de 4,5% é a igual ao patamar em que a inflação terminará o ano. Não deve mesmo a inflação ser muito diferente disso, um pouco mais, um pouco menos.

Essa é uma das “mágicas” que o governo federal faz, ano após ano, para poder ampliar os seus gastos continuamente. As pessoas estão pagando mais e mais imposto de renda.

Especialmente afetados são aqueles com renda entre R$ 1.700,00 (mil e setecentos reais) e R$ 4.100,00 (quatro mil e cem reais). Esses são os que estão pagando 44% a mais do que deveriam. As outras faixas de renda são diversamente afetadas pelo não reajuste das aliquotas de acordo com a inflação são “garfadas” na média em 34,17%.

Isso não é aceitável, nem pode continuar ao longo do tempo. Como comumente se fala, já pagamos impostos de países ricos e temos serviços públicos ainda de Terceiro Mundo.

A lista dos tributos em nosso país é enorme. São 87 (você pode conferir no site: http://www.portaltributario.com.br/tributos.htm). O que, no entanto, recebem dos governos com isso os brasileiros? Segurança pífia, saúde deficiente, educação ainda fraca e muito mais.

Se imaginarmos ainda os custos que têm inúmeras famílias brasileiras com serviços públicos de saúde, educação, transporte coletivo e segurança para suas casas e condomínios, coisas que deveriam estar no pacote do governo, a “garfada” é ainda maior. Precisamos de menos impostos e mais serviços públicos, precisamos de impostos mias justos socialmente e serviços públicos mais efetivos e eficientes. Os governos precisam aprender a fazer mais com menos. Isso não é favor, é obrigação.

Não é possível continuarmos a ser esse país que Delfim Neto definiu como Ingana: impostos de Inglaterra e serviços públicos de Gana.


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