Publicado por: blogdamariazinha | 27/08/2012

O caso Julian Assange-WikiLeaks

Da sacada da Embaixada do Equador em Londres o senhor Julian Assange dá mais uma de suas demagógicas declarações. Concordo plenamente com Vargas Llosa.

Concordo plenamente com a declaração do grande escritor Mario Vargas Llosa sobre o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange: “Assange não é um messias da liberdade de expressão, mas sim um oportunista que montou uma operação escandalosa que lhe deu fama internacional”.

Diferente do que pensam muitos esquerdistas de plantão e do que quer fazer parecer agora o fundador do WikiLeaks, que também cá entre nós, não se destacam por perceber a liberdade de expressão como um valor estratégico fundamental para as modernas sociedades democráticas, pensando sempre em inúmeras formas de controle e “regulamentação”, o senhor Assange também não é nenhum arauto do fim do capitalismo. Antes da crise que se tornou a revelação dos documentos secretos dos Estados Unidos o site WikiLeaks recebia, de bom grado, patrocínio e colaboração de grandes empresas capitalistas internacionais.

Dito isso, devo também manifestar o meu mais completo respeito – apesar da discordância – à decisão do Equador de dar asilo a esse demagógico personagem dos tempos atuais. A concessão de asilo é, ao meu juízo, inclusive, algo permanente e que por ser uma decisão de Estado não pode ser revista por presidentes posteriores. Já que o Equador decidiu que fique com ele, de preferência para todo o sempre.

Isso também não implica que ache que a Inglaterra tenha que dar o salvo conduto para o senhor Assange se retirar da embaixada em direção ao Aeroporto e, daí, do país. Como ele têm uma decisão da Justiça inglesa pela sua extradição para a Suécia, a Inglaterra, como um Estado Democrático de Direito, tem o dever de cumprir suas leis e decisões do Poder Judiciário.

Talvez, para acabar com o imbroglio e visando se livrar do inconveniente, a Inglaterra acabe concordando com o salvo conduto. Seria mais uma exibição da força da democracia sobre os regimes autoritários, sem liberdade de expressão, como o Equador, onde, curiosamente, o senhor Assange busca abrigo das acusações que sofre de estupro na Suécia e de revelação de documentos secretos nos EUA.


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