Publicado por: blogdamariazinha | 22/08/2012

Propaganda eleitoral gratuita dos candidatos a vereador precisa ser repensada

É esse sentimento expresso na charge que muitas vezes tem os cidadãos brasileiros ao ver o tal horário eleitoral gratuito, especialmente para as candidaturas proporcionais.

A propaganda eleitoral gratuita – que não é gratuita nem para os candidatos, claro, que têm que pagar para os programas serem feitos, nem para os cidadãos, visto que as emissoras recebem o pagamento pela inserção desse tempo em suas grades de programação – é uma das grandes vitórias da democracia brasileira.

É ela, a propaganda eleitoral gratuita, que permite aos candidatos, de que partido for, exporem as suas ideias, críticas, currículos e propostas em busca do voto do eleitor. É ela que permite aos eleitores, de forma ampla e acessível, tomar conhecimento das propostas dos mais diversos candidatos e, eventualmente decidir o seu voto.

Isso em teoria. Na prática, como chama a atenção matéria do jornal A Gazeta de hoje, a propaganda eleitoral gratuita, especialmente dos vereadores, que tem um tempo muito pequeno para as suas aparições, diga-se, acaba se convertendo num “programa humorístico”, para aqueles que enfrentam a situação com algum bom humor, ou em um “programa de horrores”, para aqueles que não são assim tão pacientes.

Esse tipo de propaganda precisa ser repensado. Não é possível, nem aceitável, que se gastem tantos recursos, para ficarmos vendo candidatos pedirem para “jogue fora em mim”, falando que já que as pessoas já jogaram fora o seu voto em outras eleições poderiam, agora, jogar nele, ou candidato que prmote “não dou pernada pois não tenho perna”.

Outra coisa muita chata, como destaca a matéria do jornal, é essa conversa dos candidatos a vereador ficarem afirmando que vão lutar por isso ou aquilo. Vereador não luta, quem luta são boxeadores, o pessoal do sumô e do ultimate fighting. Vereador pode legislar sobre alguns temas, fiscalizar e discutir políticas públicas.

Evidente que os partidos deveriam orientar melhor os seus candidatos e prepará-los para apresentar as propostas que têm, evidente que os candidatos deveriam se preparar melhor e saber quais as funções do cargo que eles estão disputando. Isso, no entanto, não tem acontecido.

É preciso, portanto, que se mude o formato para que a propaganda eleitoral gratuita sirva para alguma coisa. De outro modo, na verdade, estaremos apenas contribuindo para desacreditar, ainda mais, a política democrática.


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