Publicado por: blogdamariazinha | 03/08/2012

Thomaz Bastos, Dias Toffoli e Lewandowsky: o trio parada dura que quer salvar os mensaleiros e o chefe deles

O senhor Thomaz Bastos perdeu mais uma votação no STF e, principalmente, qualquer escrúpulo e a vergonha na cara. Muito triste isso para um homem dessa idade.

Em que pese os aspectos positivos do primeiro dia do julgamento do Mensalão não é possível deixar de destacar os absurdos e abusos que ontem tivemos.

Comecemos dos mais insignificantes para os mais marcantes e significativos desses abusos e absurdos.

O primeiro a ser destacado, não que tenha sido o primeiro a fazer uma questão de ordem, é a tentativa de protelação promovida pelo senhor Alberto Toron, advogado do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), que tentou uma questão de ordem sobre o uso do power point na apresentação da defesa. O presidente do STF indeferiu o recurso. Presidente, afirmou o senhor Toron, mas eu nem sustentei a questão de ordem. Indefiro, afirmo Ayres Britto.

O segundo foi a mais nova tentativa do senhor Márcio Thomaz Bastos de postergar o início do julgamento ao apresentar questão de ordem, já discutida em oportunidades anteriores pelos ministros do STF, de que os acusados que não tem foro privilegiado tivessem os seus processos remetidos para a 1ª instância. Recurso negado por 9 votos contra 2.

Ao meu juízo, como destacou Laércio que já estudou direito, o senhor Thomaz Bastos deveria ter processo contra ele iniciado pelo Ministério Público. Acusação: litigante de má-fé. Depois do resultado da votação o que afirmou o senhor Bastos: eu sabia que iria perder. Litigante de má-fé assumido. Processo nele. Como pode um homem dessa idade, que acaba de completar 77 anos, com todos os recursos e a boa vida que tem, querer terminar sua vida pública dessa maneira indecente, servindo e servindo-se dos mais inescrupulosos recursos e favores para defender a bandalheira. Tenha um mínimo de decência senhor Thomaz Bastos, será que isso ainda é possível para o senhor?

Vergonhosa a atitude do senhor ministro do STF Ricardo Lewandowsky na votação de ontem. Já podemos imaginar como será o seu voto.

Nessa votação tivemos – de forma absurda ao meu juízo – o voto favorável do senhor Lewandowsky, que é ministro revisor do processo do Mensalão, para que o processo fosse desmembrado e mandado – no caso dos réus sem foro privilegiado – para a 1ª instância. Muito bem fez o ministro Joaquim Barbosa que acusou Lewandowsky de deslealdade. Foi brando, poderia usar palavras muito mais duras. Má-fé seria ainda pouco.

Por fim, temos a cara de pau do senhor Dias Toffoli em se manter participando do julgamento. Logo ele que tem uma relação estável com uma advogada que já advogou para um dos réus, logo ele que já foi empregado do senhor José Dirceu, que já foi empregado do Partido dos Trabalhadores (PT), que está, claro, sentado no banco dos réus do STF, que já foi empregado de Lula? Deveria, se alguma ética e hombridade tivesse se dar por impedido de participar do julgamento, não o faz porque o chefe geral do esquema – o senhor Lula – não deixa.

E esse aí, apesar de suas ligações históricas e evidentes com o PT não quer de modo algum se declarar impedido de participar da votação do Mensalão no STF. Foi para casos assim mesmo que o senhor Lula o colocou lá.

Na verdade, todos esses desprezíveis acontecimentos e personagens estão ali, tomando esse caminho, por conta dos interesses inconfessáveis, mas evidentes, dos senhores José Dirceu, que espero ser condenado pelo STF, e Lula da Silva, que espero ser condenado pela história.


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