Publicado por: blogdamariazinha | 27/07/2012

Entrevista de Luiz Paulo no jornal A Gazeta – 27 de julho de 2012

Aos poucos Luiz paulo vai apresentando aos cidadãos sua visão, ideias e propostas para uma Vitória cheia de vida. Abaixo a entrevista que está no jornal A Gazeta de hoje.

“A prefeitura está vazia de liderança e desorganizada”
26/07/2012 – 21h07
Ex-prefeito disse estar convicto de que Vitória quer outros rumos. Para ele, a cidade está malcuidada, e servidores vivem clima de opressão
A GAZETA – EDUARDO FACHETTI – efachetti@redegazeta.com.br

É traçando um comparativo entre o período em que governou Vitória (1997-2004) com os oito anos em que o PT está à frente da Capital, com João Coser, que o candidato Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) quer voltar ao comando da cidade.

Afirmando-se “mais experiente” para enfrentar desafios, o tucano bate na tecla da eficiência da gestão para defender seu legado e os rumos que quer dar à prefeitura caso saia vencedor. Ontem pela manhã, durante a sabatina da Rádio CBN Vitória e do jornal A GAZETA, Luiz Paulo destacou que “a cidade está sufocada”.
Sua chapa tem como vice o ex-secretário Haroldo Corrêa Rocha, do PMDB, e reuniu aliados próximos do ex-governador Paulo Hartung. Ele vai para as ruas pedir votos para o senhor?

Estou muito feliz pelo reencontro com o PMDB, dei prioridade a este partido. Hartung participou do entendimento e já está conosco. Ele já está pedindo votos para mim, participando de reuniões. Mas a campanha ainda não esquentou.

O PSDB perdeu duas eleições após seu governo. Por que acredita que agora tem chances de voltar?

Tivemos uma onda do PT no Brasil inteiro, e ela chegou aqui. Nas eleições, a gestão que termina faz o balanço de suas realizações e se submete ao julgamento popular. Estou convicto de que Vitória quer outros rumos. A cidade está mal cuidada, triste. As pessoas vão julgar o currículo, liderança e realizações de cada um.

Já tendo sido prefeito, o senhor não significa exatamente novidade…

Inovação sempre foi a minha marca. Minha carreira começou cedo. Tenho uma longa vida pública e me sinto absolutamente preparado para voltar à cidade. Estou mais amadurecido, mais experiente.

Na reta final do seu segundo mandato, adversários o criticaram dizendo que era ausente da prefeitura, do dia a dia. Como rebate isso?

Saí do meu segundo mandato com mais de 70% de aprovação. As pessoas sabem o que fiz e os moradores lembram que, na minha época, tinham o que fazer.

Como assim?

O que os jovens mais reclamam é que a agenda cultural ficou vazia. Eles não têm mais pra onde ir e estão indo para postinhos beber de madrugada. É o entretenimento, o lazer, os esportes que fazem a vida de um centro urbano.

Recentemente, os vereadores Max da Mata (PSD) e Luisinho Coutinho (PDT) bateram boca depois que o pedetista disse que o senhor “abandonou Vitória e foi tocar samba no Rio de Janeiro”. Se esse discurso voltar na campanha, o que dirá?

Não vou ficar respondendo a provocações. Sou uma pessoa de bem com a vida, orgulhoso do meu passado. Já escrevi meu nome na história do poder público municipal, estadual e federal. Sou conhecido no Brasil inteiro. Não dou a menor bola para conversa fiada.

O que mudou no Luiz Paulo de dois mandatos anteriores e o que é hoje?

A cidade evoluiu; a receita é três vezes maior à da minha época. Vitória hoje tem a maior arrecadação per capita do Estado. A prefeitura tem que ordenar o crescimento da cidade e o plano diretor e não faz isso. Há uma sensação de falta de liderança, desorganização, de conflitos mal resolvidos. A prefeitura é vazia de liderança. A cidade fica sufocada. Servidores vivem clima de opressão.

Seu plano de governo fala em despolitização de cargos comissionados. Vai cortar pessoal?

Ainda não posso precisar corte, mas é preciso conter desperdícios, ajustar preços, atuar com austeridade. Isso tudo, ampliando paisagismo, equipamentos de Saúde, Educação, infraestrutura e drenagem, como um todo.

O senhor compara a atual gestão aos oito anos que teve como prefeito. Mas há algo de bom na administração do PT?

É muito difícil haver um período de governo sem coisas positivas que possam ser preservadas. O que for bom vai ser preservado. Não fazer isso seria mesquinharia política. Vou dar um exemplo: gostei do galpão das paneleiras. Se eu vencer, vou manter e saber reconhecer quem fez.

E os quiosques da Praia de Camburi?

É um exemplo de mesquinharia política na hora de mudar um projeto. Ficamos com dois projetos arquitetônicos, um sendo muito mais caro, inconcluso e desaprovado pela população.

Vai mantê-los?

O que está feito não vou botar abaixo. O que for bom, vou manter.

“Os quiosques são exemplo de mesquinharia política. Temos dois modelos arquitetônicos em Camburi, sendo um muito mais caro, inconcluso e desaprovado”


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