Publicado por: blogdamariazinha | 24/07/2012

A Espanha é a bola da vez: a crise se agrava, novamente

Agora a crise atingiu, de vez, a Espanha. A situação é grave, será a Itália a próxima? Qual será o fundo do poço?

Primeiro foi a Irlanda, que, ao que parece, recuperou-se. Depois a crise “migrou” para a Grécia, onde permanece até hoje e só faz se aprofundar, passou também por Portugal, que apesar de não se encontrar em situação tão ruim quanto a Grécia está em situação bastante delicada.

Depois veio a Espanha. Primeiro foram os bancos, depois foram novamente os bancos, com as medidas tomadas – de caráter recessivo – a situação econômica do país piorou como um todo. Sexta-feira as regiões autônomas, algo como os nossos estados aqui no Brasil, começaram a se dizer impossibilitadas de pagar suas dívidas. Valência fez isso naquele dia, no dia de ontem foi a Múrcia e hoje a região da Catalunha, essa é grande, bem maior que as outras. Sabe-se lá onde isso irá parar. São 17 regiões autônomas. Teremos um efeito dominó?

A questão é até quando a Itália, outro país que se encontra em situação frágil, irá resistir. Ontem o primeiro-ministro italiano, senhor Mario Monti, fez uma verdadeira interveção branca na Sicília para reorganizar as finanças e a administração pública da ilha. Teremos mais?

Com toda certeza a situação fiscal dos países e de suas regiões/províncias/estados está nesse período de crise acentuada se tornando mais grave. Isso é óbvio. A redução da atividade econômica reduz a arrecadação e amplia as demandas por auxílios sociais.

Não sou economista e, portanto, não pretendo, nem tenho condições, de apontar alguma alternativa, mas que a crise é grave, isso é algo incontestável. A solução, no meu modo de ver, é mais união e não dissolução da Europa unificada. Como isso deve ser feito é uma coisa que os europeus devem decidir, mas será penoso, prolongado, difícil, apesar de extremamente necessário.

A preocupação, ainda, com a repercussão que isso tudo tenha para a economia mundial de modo geral e para a economia brasileira de modo específico. Nosso ritmo de crescimento – apesar de toda a empáfia governamental – desacelera a olhos vistos, o aprofundamento da crise europeia só irá dificultar ainda mais as coisas por aqui. Temos que acompanhar a crise com olhos abertos e muita prudência, que, como já disse alguém, não faz mal a ninguém.


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