Publicado por: blogdamariazinha | 02/07/2012

Paraguai, Venezuela, Lugo, Chávez e a diplomacia brasileira de Dilma

A submissão da diplomacia brasileira aos interesses ideológicos do PT ou dos seus aliados Cristina Kirchner e Hugo Chávez é uma vergonha para o Brasil.

Nos últimos dez dias – ou um pouco mais – desenvolvem-se, mais uma vez, cenas dantescas na diplomacia sul almericana, que envolvem diretamente o Brasil.

No dia 22 de junho o senhor Fernando Lugo sofreu o impeachment por parte do Congresso Nacional paraguaio, desde então a diplomacia brasileira começou bem e depois desandou na sua atuação.

Evidente que o processo de cassação do mandato do senhor Lugo – por pior que fosse o seu governo – foi relâmpago e deveria ser criticado por isso. A democracia tem ritos que estão para além daquilo que está estabelecido em lei. Como a lei paraguaia que regula o impeachment não estabelece prazos para os procedimentos, os adversários de Lugo – esmagadoramente majoritários – resolveram atropelar quaisquer veleidades de procedimentos e passaram o trator sobre o presidente. Isso está errado. Na democracia o governo da maioria, por mais majoritária que seja, deve sempre respeitar a minoria.

O Brasil criticou os procedimentos adotados e, até aí, a coisa caminhava bem. Depois meteu-se num arremedo de diplomacia de coalização com Cristina Kirchner e Hugo Chávez e ficou a reboque dos delírios esquerdistas e populistas desses personagens.

Como suspender o Paraguai do Mercosul e da Unasul sem ao menos ouvir os novos representantes desse país? Como aproveitar a ausência do Paraguai do Mercosul para enfiar pela goela a participação da Venezuela no Mercosul?

Por que são as medidas legais, mas sem respeito aos procedimentos formais da democracia, tomadas no Paraguai contestadas e as que são tomadas na Venezuela, na Bolívia, no Euqador e na Nicarágua – no mesmo estilo e com muito mais violência – aceitas?

Será por que uns são amigos do partido no poder e os outros não? Será por que uns têm sonhos (prefiro achar que são pesadelos0 que se paracem com os da nossa governante e outros não? Será, então, enfim, que os fins justificam os meios?

Não será dessa forma que o Brasil conseguirá se afirmar como uma potência mundial no século XXI. Temos todas as condições para isso, mas enquanto a nossa política externa for dominada por uma visão mesquinha e paroquial como essa não ganharemos credibilidade no cenário internacional.

Acorda, dona Dilma. A política externa brasileira deveria ser conduzida segundo os nossos interesses nacionais, de curto, médio e longo prazo, não segundo a visão ideológica que a senhora tem, ou – ainda pior – pelos interesses estrangeiros, sejam eles venezuelanos ou argentinos, ou de qualquer outro país.


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