Publicado por: blogdamariazinha | 28/06/2012

Eleições 2012: Prefeitos e Segurança Pública

Mais uma família que tem seu futuro ceifado pela violência. Na foto, do jornal A Tribuna de hoje, estão Álvara e Milton, pais de Milton de Freitas Marangoni Júnior, brutalmente assassinado no dia 15 de junho, em Vila Velha. Segundo números que A Tribuna apresentou hoje só nesse primeiro semestre já foram 544 homicídios na Grande Vitória, ano passado, no mesmo período, foram 536. Até quando seguiremos nessa toada da violência incontida?

O jornal A Tribuna traz hoje matéria principal com o tema da violência na região da Grande Vitória. Está lá na páginas 2 e 3 do diário a evidência empírica do crescimento da violência na nossa região.

Mais uma vez prova-se a situação calamitosa que vivenciamos na área de segurança pública em nosso estado. Diga-se, de passagem, que isso não é de hoje, está sendo construído anos a fio com “abnegado” trabalho incompetente, com “dedicada” incompetência, com prestimosa “imperícia”.

O problema, no entanto, envolve, para além das constatações de falhas, problemas e / ou culpas, buscar sua solução. Isso não é fácil, mas é absolutamente necessário.

Não é possível aceitar a perda de propriedades, as restrições ao direito de ir e vir e, principalmente, as perdas de vidas, essas de todas as maneiras insubstituíveis.

Dito isso penso que está mais que na hora de termos um envolvimento dos prefeitos, os futuros (esses que estão aí já estão, como se dizia antigamente, tomando café frio), na questão. Por mais que constitucionalmente a questão da segurança pública seja de alçada do Poder Executivo estadual.

Isso pode ser feito de várias maneiras. Ampliando a iluminação pública nos bairros, programas de intervenção socioeconômica, com melhoria das condições de vida e geração de emprego e renda, estabelecer parcerias entre estado e prefeituras para a ampliação dos postos e delegacias de polícia, estabelecer mecanismos mais ágeis de comunicação dos crimes e muito mais.

Uma coisa, no entanto, penso eu, é absolutamente necessária: o envolvimento direto do prefeito com a questão. O prefeito deve acompanhar diariamente, semanalmente, todas as ocorrências de crime em seu município e solicitar a informação dos inquéritos que foram instalados, das providências que foram tomadas e pro aí vai. Devem os prefeitos estabelecer a necessidade de liberação de mão de obra qualificada das polícias Civil e Militar para realizarem os seus trabalhos, se preciso for ofertando ao Estado quadros que possam fazer o trabalho administrativo.

Isso já passou da hora de ser feito, mas para que aconteça nas próximas gestões municipais exige duas coisas: experiência com o aparelho administrativo e compromisso pessoal, sem isso será apenas discurso de uma eleição, e isso, com certeza, não interessa ao eleitor.


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