Publicado por: blogdamariazinha | 11/06/2012

Rio +20 ou Rio –21?

Rio +20 ou Rio -21, esse o dilema. Ação decidida é fundamental. Para isso, esperam-se decisões dessa Conferência.

Do dia 13 a 22 de junho de 2012 será realizada na cidade do Rio de Janeiro a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20. Os chefes de estado e de governo estarão na cidade entre os dias 20 e 22.

A Conferência de 1992, a que o título dessa faz óbvia referência, teve papel importante porque produziu dois resultados fundamentais: nela foram assinados dois importantíssimos acordos: o da Biodiversidade e o do Clima, esses dois acordos, importantes destacar, geraram duas convenções da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem seu acompanhamento sistemático anualmente realizado nessas coneferências; e, segundo, e talvez ainda mais importante, colocou definitivamente a questão ambiental no tema das discussões globais.

A Conferência de 1992 era uma espécie de Estocolmo +20.

Em 1972 realizou-se na cidade de Estocolmo, capital da Suécia, a Primeira Conferência Mundial sobre o Homem e o Meio Ambiente. Abria-se, então, de forma pública e internacional esse debate fundamental para o nosso presente e o nosso futuro.

De Estocolmo ao Rio e do Rio em diante produzimos grandes avanços no entendimento das questões ligadas ao meio ambiente e também na ação humana para preservarmos melhor esse que é um ativo fundamental para a vida, humana e qualquer outra: um meio ambiente sauudável e equilibrado.

No entanto, preocupa-me deveras que essa Conferência, mais essa talvez seja melhor dizer, não produza os resultados necessários e esperados. Conforme já noticia a imprensa 75% do documento final da Conferência, que já está sendo há muito negociado, continua em aberto, dada a resistência dos países desenvolvidos e de muitos em desenvolvimento, China e Índia a frente, em decidir por metas e pelos investimentos necessários. Além disso, a ausência de importantes chefes de estado e de governo, como, por exemplo, Barack Obama (EUA), Angela Merkel (Alemanha) e David Cameron (Inglaterra), colocam sombras sobre a capacidade decisória da Conferência.

Tudo o que não é possível aceitar ou permitir, num momento em que a questão assume ares de urgência internacional, é um retorno ao que tinhamos antes de Estocolmo. Essa Conferência não pode se transformar numa Rio -21.

Se assim for, voltaremos a 1971 e a questão do meio ambiente terá dados inúmeros passos para trás.


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