Publicado por: blogdamariazinha | 11/05/2012

PT quer constranger o Procurador-geral da República, tudo por causa do Mensalão

O PT quer, de todas as maneiras, constranger o Procurador-geral da República. Isso tudo para tentar abafar o julgamento do Mensalão. Isso é algo vergonhoso.

O Partido dos Trabalhadores (PT) quer por que quer retomar a “tese” lulista de que o Mensalão foi uma invenção das “zelite” brasileira amparada pela imprensa, supostamente, nessa visão idílica, antipetista.

Para tal aproveita-se de qualquer chance.

Nesse momento faz três movimentos distintos para causar o maior rebuliço possível e tentar constranger tanto o Procurador-geral da República, Roberto Gurgel, quanto a oposição e a imprensa. Para isso utiliza-se, de modo bastante atabalhoado, diga-se, da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do “Carlinhos Cachoeira”.

Movimento 1: Ao arrepio da Constituição Federal convocar para depor o senhor Roberto Gurgel. Isso o constrangeria próximo ao momento em que terá que sustentar a acusação do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Sendo ele, lembre-se, o autor da denúncia formal ao Supremo.

Movimento 2: Convocar para depor na tal CPMI somente personagens da oposição que tenham se envolvido em malfeitos. São eles o senador Demóstenes Torres (ex-DEM), o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e alguns deputados federais. Esquecem – ou melhor, pretendem que esqueçam os brasileiros que o senhor Agnelo Queiróz, governador petista do Distrito Federal e outros membros da base aliada do governo federal também estão envolvidos. Além de outros nomes que possam surgir. O intuito aqui parece claro: desmerecer as críticas da oposição e apontar nas entrelinhas que são todos os políticos farinha do mesmo saco.

Movimento 3: Desqualificar – por conta da situação em que se envolveu de alguma maneira a Revista Veja – qualquer crítica da imprensa ao “modo petista de governar” e os sucessivos escândalos que produziram ao longo desses mais de 9 anos no Poder.

Tudo isso exige um esforço ainda maior para que os trabalhos da CPMI sejam equilibrados, que a imprensa continue em seu papel de crítica e investigação sobre a ação governamental, de qualquer governo, destaque-se e que o Procurador-geral não se intimide e faça uma denúncia bastante embasada do Mensalão, para, assim termos pelo menos alguns membros da quadrilha que o operou condenados ainda esse ano.


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