Publicado por: blogdamariazinha | 25/04/2012

O que podemos aprender e fazer sobre a corrupção a partir do caso de Presidente Kennedy

Aí estão o operador e a abelha rainha do esquema de corrupção em Presidente Kennedy. Respectivamente o senhor Reginaldo Quinta, prefeito preso da cidade, e a sua sobrinha, Geovana Quinta Costalonga, a supersecretária da cidade, também presa.

A situação calimitosa de corrupção em Presidente Kennedy deve nos servir – para além da necessária e justa crítica de inação dos poderes e órgãos públicos de controle – para que revisemos uma série de procedimentos de controle e punição na administração pública, mas também outros aspectos exigem mudanças.

Já falei aqui no Blog – em post de segunda-feira passada – sobre isso. Temos, com certeza, transformar os procedimentos de auditorias, transformando-os em operacionais, que sejam feitas com a “mão na massa”, e não que peguem apenas em papéis; precisamos que as punições e o congelamento de bens oriundos de corrupção sejam efetivos e mais, muito mais, expedientes (não é possível dar a bandidos e corruptos garantias como prisioneiros políticos fossem, como sempre parece ser sempre o caso no Brasil).

A democracia, para se defender, precisa ser dura contra aqueles que agem contra a sociedade e, por conseguinte, contra ela. Esse, penso eu, é um debate que precisamos fazer em nosso país. Por que em outros países os criminosos, especialmente os corruptos, vão presos e têm outras punições já após a decisão de 1ª instância e aqui no Brasil só após o tal do trânsito em julgado?

Precisamos, sem uma abordagem moralista do tema – o que os casos do PT e de Demóstenes já devem ter nos ensinado para nada servem a não ser para alavancar currículos políticos pessoais e de grupos –, tratar de cultivar um conjunto de valores de ética e probidade. Precisamos, a todo modo, combater a cultura do jeitinho, a “Lei de Gérson”, a “ética da esperteza”, e todo tipo de coisa que acompanha a cultura da corrupção em nosso país.

Precisamos, também, deixar claro e passar a agir, no âmbito privado da corrupção e na corrupção que acontece e começa ou termina nas mãos de empresários. Não é possível mais, continuarmos a pensar que a corrupção é algo exclusivo do mundo da política e do poder público. Quantos e quantos empresários são pegos nessas negociatas? Empresário também pode ser corruptor ou corrompido, mas de todo modo, alguns participam dos esquemas de corrupção e precisam ser punidos. Até mesmo as Federações, Confederações e Conselhos profissionais precisam estar atentas ao problema e tomar providências quando essas pessoas fizerem parte dos seus quadros de associados.

Ou seja, é preciso uma visão ampla do problema da corrupção. Só assim, poderemos enfrentar esse “câncer” que quer devastar o organismo político e a sociedade de nosso país. Antes que a “metástase” acontecça é preciso enfrentar a doença que já se encontra em estado avançado.


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