Publicado por: blogdamariazinha | 28/03/2012

Cuba: a insustentável realidade do regime castrista

Bento XVI ao chegar em Cuba e ser recebido pelo ditador Raul castro. O regime castrista quer se aproveitar da visita do Papa para ganhar alguma legitimidade. Bento XVI poderia, no entanto, vocalizar mais abertamente suas críticas, tal qual fez no México.

Triste, muito triste a sina dos cubanos. Agora, corre por um fio, da vida de Hugo Chávez, presidente da Venezuela, a tênue e precária estabilização que se conseguiu nos últimos anos, como bem destacou a blogueira e dissidente cubana Yoani Sánchez.

É o petróleo venezuelano, garantido por Chávez, que tem garantido o processo de reforma econômica lenta, gradual e segura, que está sendo conduzida pela nomenklatura cubana, sob a liderança de Raul Castro.

Mesmo essa tímida reforma econômica, tímida diante dos inúmeros e profundos problemas daquele país, parece ser o máximo que os manda chuvas cubanos – Raul e Fidel – permitirão que ocorram enquanto vivos estiverem. Falar em transformações mais profundas, especialmente políticas, nem pensar.

Ontem, o Papa Bento XVI, que está em visita pastoral e política à Ilha, defendeu, de forma bem leve, as mudanças. Ele pediu “avanços na renovação e da esperança para a sociedade cubana”. Apenas isso bastou para que o senhor Marino Murillo, vice-presidente do Conselho de Ministros, descartasse mudanças políticas e afirmasse que o que está em jogo é a “atualização do modelo econômico que faça nosso socialismo sustentável”.

Fala sério, senhor Marino. Socialismo cubano sustentável? Quando? Como?

Vocês viveram trinta anos, 1961 – 1991, sob a sombra da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Quando essa se foi o regime quase foi a breca e só o aparecimento de Hugo Chávez na presidência da Venezuela, a partir de 1999, pode dar a vocês uma sobrevida. Desde então vivem as custas do barato petróleo e outros apoios de Chávez. Quando esse se for, do poder, vocês ficarão, mais uma vez, em situação insustentável.

Uma insustentabilidade da qual nunca quiseram ou souberam se livrar. Só mesmo o povo cubano, depois de se livrar do comando ditatorial dos Castro, poderá construir alguma sustentabilidade, e ela, com certeza, não será, nem de longe, socialista, comunista, ou qualquer desses lunáticos e violentos pesadelos que essa nomenklatura obrigou os cubanos a sofrerem ao longo desses mais de 50 anos.


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