Publicado por: blogdamariazinha | 27/03/2012

Tráfico impede até ônibus de subir em bairros

Os moradores do Morro São Benedito são obrigados a descer até Itararé para poder pegar ônibus, que não sobem por causa do toque de recolher imposto pelos traficante da região. Agora – depois de 20 dias – a PM resolveu ocupar a região. Deve ser o tempo que o secretário demora para tomar decisões. Uma lástima.

Está no jornal A Gazeta de hoje: “Tráfico impede ônibus de subir em São Benedito e Bairro da Penha”.

A matéria começa mostrando a caótica situação em que vivem os moradores desses dois bairros ao afirmar que “Tiros, pânico e toque de recolher. Nos últimos 20 dias, moradores do Morro de São Benedito e dos Bairro da Penha, em Vitória, enfrentam o pesadelo de conviver com criminosos ostentando armas e atirando para todos os lados, a qualquer hora do dia ou da noite”.

Finalmente ontem a Polícia Militar resolveu tomar alguma providência e ocupou a região. São 15 viaturas envolvidas, o número de policiais envolvidos, como é comum no Espírito Santo, não foi informado.

Com a sua característica incapacidade de perceber a seriedade da situação, o senhor Henrique Herkenhoff, secretário de INsegurança pública, afirmou que “a gente compreende a angústia da população, por isso pretendemos minimizar os impactos com as operações”. Não satisfeitos com a generalidade da frase anterior ele completou “Porém, não podemos manter esse reforço pois consome efetivo e os criminosos acabam migrando para outros locais”.

“Angústia”, senhor Herkenhoff? O senhor já ouviu falar em direitos? E o direito à vida? E o direito de ir e vir? E o direito à propriedade? Supostamente, senhor Herkenhoff, o senhor é secretário de segurança, responsável, portanto, por garantir esses direitos constitucionais básicos dos cidadãos.

“Manter esse reforço consome efetivo”, senhor Herkenhoff? E as vidas das pessoas que são consumidas cotidianamente, senhor secretário de insegurança?

Realmente custa a crer que com todas as dificuldades que temos nesse campo foram colocar para chefiar uma secretaria tão importante um “poeta”, alguém que “vive no mundo da lua”. A única diferença dessas pessoas – poetas e pessoas que vivem no mundo da lua – para o nosso secretário de segurança é que, normalmente, os primeiros dão valor a vida humana, o que, no caso do secretário, não parece ser fato.


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