Publicado por: blogdamariazinha | 08/03/2012

Os problemas de Dilma com sua “base de apoio” no Congresso Nacional

O Plenário do Senado ontem foi palco de uma rebelião explícita por parte de aliados de Dilma. O nome de Bernardo Figueiredo foi rejeitado com o apoio da base do governo para ser reconduzido ao cargo de diretor-geral da ANTT.

A presidente Dilma começa a enfrentar alguns problemas com a sua base de apoio. Duas derrotas evidentes são suficientes para mostrar as dificuldades que esse governo autoritário e hegemonista tem nas suas relações com os aliados.

A primeira foi a rejeição, no dia de ontem, por parte da maioria dos aliados da orientação do Palácio do Planalto para a votação, na Câmara dos Deputados, do novo Código Florestal. Diante das evidências de que o governo será derrotado, como destacado pelo jornalista Ilimar Franco em sua coluna publicada hoje no jornal A Gazeta, a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, sugeriu adiar a votação do Código para depois da Rio +20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que irá acontecer de 20 a 22 de junho desse ano. O governo parece, então, que já aceitou a derrota, só quer disfarçar – com uma postura supostamente ambiental – para os outros países do mundo. Vergonhoso.

A segunda derrota foi a rejeição por parte do Senado, também no dia de ontem, do nome de Bernardo Figueiredo para ser reconduzido ao cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O nome dele foi rejeitado por 36 x 31, apesar da esmagadora maioria que o governo diz ter naquela Casa.

O problema se torna um pouco mais grave quando se sabe que o senhor Figueiredo era o grande fiador do projeto do trem bala ligando São Paulo ao Rio de Janeiro e que a licitação para a obra está marcada para outubro desse ano.

Com a rejeição de seu nome, o senhor Figueiredo não poderá ser novamente indicado esse ano. Se Dilma quiser que ele volte para a ANTT só no ano que vem. Depois da licitação, portanto. Ou será que, por causa disso, a licitação será adiada?

Tudo isso é fruto de um modus operandi político que não sabe negociar com os aliados, que só quer deles a submissão, que quando precisa recorre a expedientes como o mensalão para manter a base coesa. Sem instrumentos de cooptação vemos um governo ser derrotado em políticas que supostamente lhe são caras (Código Florestal) e em nomes que lhe são importantes (caso de Figueiredo).

Estarão os aliados do PT acordando e percebendo isso? Espero que sim, para o bem da política e da democracia em nosso país.


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