Publicado por: blogdamariazinha | 27/02/2012

Estante Virtual da Mariazinha: O sonho do celta – Mario Vargas Llosa (2011)

Desde dezembro do ano passado que minha coluna Estante Virtual da Mariazinha estava parada. Na medida em que fui retomando o Blog voltei com as dicas de filmes e esperei um pouco para com os livros, a capacidade de leitura ainda não está muito grande. Agora, no entanto, vejo motivo para retomar essa Estante com esse maravilhoso livro de Vargas Llosa que me chega as mãos. Ele conta - ainda estou lendo - de forma magistral a história de Roger Casement que ao servir ao Império britânico, seja na África ou na América latina, em fins do século XIX e início do XX - vai descobrir e redescobrir as suas raízes irlandesas. Disso resultando, inclusive, a sua condenação a morte (será que morreu? guardo o suspense para os leitores). O jogo que Vargas Llosa faz com o texto passeando seguidamente do presente ao passado e de volta ao presente e assim sucessivamente cria uma atmosfera de suspense, interesse e paixão pelo personagem. Vale muito a leitura. Recomendo com toda certeza de que terão uma ótima leitura.

Crítica (Fonte: http://www.objetiva.com.br/livro_ficha.php?id=971)
“O Prêmio Nobel de Mario Vargas Llosa veio no momento certo. (…) O novo romance, O sonho do celta, é uma adição magnífica a uma obra que a Academia Sueca premiou com total acerto.” – The Times Literary Suplement
“Uma obra-prima, em que a documentação histórica se alia à audácia e à genialidade do novo Nobel.” – ABC, Espanha.
“Um romance excepcional.” – El País
Em O sonho do celta, Mario Vargas Llosa volta à forma do romance histórico para narrar a saga de Roger Casement, um personagem complexo, muitas vezes controverso. Irlandês a serviço do Império Britânico, Casement conheceu a violência da colonização na África e na América do Sul no começo do século XX. Ao denunciar os abusos e os maus-tratos contra colonos, passou a valorizar a liberdade acima de tudo. E, em nome da liberdade, voltou-se contra seu próprio governo.
Em 1916, encarcerado em um presídio de segurança máxima em Londres, Roger é acusado pelo governo inglês de alta traição e aguarda sua sentença. Apenas cinco anos antes, havia sido nomeado Cavalheiro. Agora, abandonado por quase todos os amigos, difamado pela opinião pública, corre o risco de ser executado.
Vargas Llosa recria a jornada de Casement – das atrocidades no Congo Belga, passando pela exploração da borracha na Amazônia, até a luta pela independência da Irlanda – num livro que fala essencialmente sobre coragem e superação.
Para o autor, este é também um livro que fala sobre como “certas circunstâncias desumanizam os homens até transformá-los em monstros”: “No Peru ocorreu o mesmo que aconteceu no Congo, com o sistema de extração de borracha. Cometiam-se as maiores atrocidades sob a mais absoluta impunidade. É como uma espécie de imersão no mal. Casement viu tudo isso de perto, mas conseguiu manter distância e se proteger da loucura escrevendo e documentando o que via”, analisa o escritor em entrevista ao jornal El País.
Segundo Vargas Llosa, o nacionalismo fervoroso de Casement, característica incomum em seus heróis literários, reflete o aspecto mais idealista do termo: “Sempre tive horror dessa forma de fanatismo. O nacionalismo me parece a pior construção do homem. E o caso mais extremo de nacionalismo é o cultural, ainda que em certas circunstâncias ele possa representar valores libertários.”
Vargas Llosa reconhece que em certas “civilizações esmagadas”, que aspiram a libertar-se de seus colonizadores, o nacionalismo tem um valor positivo. “Mas ele é perigoso quando se converte em uma ideologia. Aí, pode significar violência, prejuízos, distorção de valores. Casement incorporou o lado mais idealista, que é o que luta contra o opressor.”


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