Publicado por: blogdamariazinha | 02/02/2012

Peluso: equivocado, autoritário e antirrepublicano

Entre o senhor Peluso e Ned Flanders, personagem dos Simpsons, prefiro esse último. Se aposente, senhor Peluso.

O discurso do senhor Cezar Peluso foi um primor de retórica, de palavras vazias, de auto congratulação, de equívocos, de autoritarismo e de muito mais. Na verdade não serviu pra quase nada, a não ser, mais uma vez, demonstrar como o Judiciário brasileiro ainda precisa e muito se adaptar a condição de ser um dos poderes da República, e, portanto, ser fiscalizado, criticado, cobrado e mais.

O senhor Peluso já devia saber que isso iria acontecer, mais cedo ou mais tarde, demorou até demais. Os outros dois poderes da República já vem de há muito sofrendo, como deve ser, fortes cobranças e questionamentos. Nada mais natural numa República que, ao menos, se pretende democrática.

No momento de ápice da retórica vazia o senhor Peluso chegou a afirmar que “nenhum, nenhum dos males que ainda atormentam a sociedade brasileira pode ser imputado ao Poder Judiciário. Nem sequer o sentimento legítimo de impunidade…”. Em que país o senhor mora senhor Peluso?

O Judiciário, sabemos todos senhor Peluso, é composto de pessoas, e só por esse detalhe já está aberto a possibilidade de problemas, ineficiências e corrupções. Mas o problema, sabemos quase todos (o senhor Peluso e alguns outros parece que não sabem), é que não é só por sermos pessoas.

Os problemas do Judiciário são derivados de impunidade, de falta de controle, de privilégios, de morosidade, de incapacidade e incompetência administrativa, tal qual – ao menos – nos outros poderes. A “grita” que levantam certos setores é que agora, graças ao CNJ e também a imprensa e a sociedade brasileira, essas coisas começam a ser fiscalizadas e punidas, mesmo que timidamente.

O senhor Peluso faria melhor se desse o seu voto e se aposentasse logo, o que tem que acontecer até setembro desse ano, é só isso que nos resta esperar desse senhor.


Responses

  1. O Ministro usou argumentos pessoais e subjetivos para qualificar a autonomia do Judiciário, e se valeu do aumento da procura pela justiça como legitimação de sua competência, mas isto é um desvirtuamento da realidade, todos sabemos que o aumento da demanda se deve exclusivamente aos avanços na legislação e a divulgação dos direitos.


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