Publicado por: blogdamariazinha | 11/11/2011

Os resultados do Exame do CREMESP apontam para uma tragédia: que tipo de médicos as faculdades estão formando?

Responsáveis por cuidar da vida, nosso bem mais precioso, os médicos precisam ter formação exemplar. Exame Nacional para o exercício da profissão, acho eu, é algo fundamental. Os resultados do Exame 2011 do CREMESP mostram isso.

Desde 2005 que o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo realiza um exame de avaliação dos estudantes de 6º, e último, ano de Medicina. Os resultados têm sido bastante ruins. Mais uma vez nesse ano o número de reprovado beirou os 50%, mais exatamente 46%.

O exame, que é de inscrição voluntária, surpreende negativamente a sociedade brasileira. Não pela sua realização, que ao meu juízo deveria ser mandatória, como o Exame da Ordem da Ordem dos Advogados do Brasil, mas pelos seus resultados.

Segundo a nota divulgada pelo CREMESP sobre os resultados de 2011 “ao longo de sete anos, 4.821 formandos de medicina participaram do Exame do Cremesp. Desses, 2.250 (46,6%) foram reprovados. Excluindo os dois primeiros anos, quando o exame estava ainda em fase experimental, entre 2007 e 2011 participaram da prova 3.135 candidatos com 1.832 (58.4%) reprovações. Nos últimos cinco anos a proporção de aprovação foi sempre menor que 60%, resultado que mantém uma tendência consistente e é considerado insatisfatório e preocupante pelo Cremesp.”

Esse ano, ainda segundo o CREMESP “o numero de participantes (418 formandos) no Exame do Cremesp 2011, embora inferior ao de 2010, e uma amostra significativa: corresponde a 16% do universo de estudantes que cursaram o sexto ano de medicina no Estado.”

Apenas para exemplificar poderíamos destacar alguns casos significativos e absurdos. Dos formandos: 66% não conseguem analisar uma radiografia do tórax, 62% não conseguem realizar um diagnóstico correto de meningite em crianças e 53% não conseguem fazer um diagnóstico de transtorno mental.

Diante disso, penso eu, urge que se faça um exame nacional dos formandos de medicina, que os cursos de medicina em funcionamento sejam fiscalizados de forma mais intensa pelo Ministério da Educação, que a abertura de novos cursos de medicina seja feita com regulamentos e exigências mais restritivas e que a sociedade dê grande destaque a esses resultados, que, embora seja de um exame de São Paulo, devem nos preocupar a todos. Como estamos formando aqueles que são responsáveis por tratar o bem mais precioso que temos?

O relatório completo do CREMESP sobre o Exame 2011 pode ser lido no endereço http://www.cremesp.org.br/pdfs/Exame_Cremesp_%202011.pdf


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