Publicado por: blogdamariazinha | 04/11/2011

IDH 2011: o Brasil subiu uma ou desceu onze posições?

Ao invés de ficar querendo contraditar os dados da ONU o governo brasileiro deveria ver o que se pode - efetivamente - fazer para caminharmos melhor nesse indicador. Se ficar ouvindo as reclamações de Lula, que não gosta de números adversos - só perderá tempo.

Mais uma vez, como é de seu feitio desde que era presidente, o senhor Lula da Silva gosta de contrariar os dados que lhes são desfavoráveis ou que mostram que o tal “milagre” que ele apregoa ter realizado em nosso país não foi tão “milagroso” assim. A questão agora é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para satisfazer a vontade do “czar de todas as repúblicas” o secretário-geral da Presidência, Ministro Gilberto Carvalho, e, principalmente, a Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, utilizou a clássica argumentação dos “dados desatualizados”.

O IDH é um índice que varia de 0 a 1 com três casas decimais, tem na sua metodologia de cálculo dados como a expectativa de vida, a escolaridade, a expectativa de escolaridade e a renda média. No ano passado, quando foram avaliados 169 países, o Brasil ficou com a 73ª posição, esse ano – em que ocorreu mudança na metodologia e foram analisados 187 países – o país ficou com a 84ª posição.

No IDH, no entanto, subiu, pela nova metodologia, de 0,699 para 0,718, houve uma melhora de 0,019. Se a nova metodologia fosse utilizada no ano passado, como esclareceu o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que é o órgão da ONU responsável pelo indicador, a nossa posição seria a de 85ª. Pode-se, assim, afirmar que o Brasil subiu uma posição no ranking.

O problema, no entanto, não é se o Brasil subiu uma ou desceu onze posições no ranking do IDH. O que o indicador nos mostra é que nossa evolução social, diferente de toda a propaganda governamental dos últimos quase nove anos, tem sido muito vagarosa.

Isso decorre, principalmente, da escolaridade ainda muito baixa, apenas 7,2 anos de média por pessoa – ou seja, na média os brasileiros não completam nem o ensino fundamental, e a desigualdade de renda que ainda é bastante grande. Temos muito que avançar e só com uma interação entre governos, cidadãos e suas organizações e empresas, com um sério compromisso com a educação, principalmente, daremos passos maiores no IDH, apesar da “frustração” de araque do senhor Lula.


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