Publicado por: blogdamariazinha | 06/10/2011

Uma no cravo outra na ferradura, assim vai o Congresso Nacional

Como diz o ditado é uma no cravo e outra na ferradura. A tal reforma política, que já morreu e finge que não sabe, insiste em aparecer com algumas propostas no Congresso Nacional. Umas, ao meu juízo, positivas, como o fim das coligações proporcionais, outras, negativas, com o tal janela para a infidelidade programada. Temos que ficar atentos.

Os parlamentares brasileiros não conseguem, mesmo, ter muita coerência. São tempos confusos na política nacional. Na verdade nem mesmo outras instituições conseguem manter uma postura muito coerente com suas posturas recentes, até mesmo o Supremo Tribunal Federal (STF), se vê as voltas com a indecisão sobre, por exemplo, a questão dos poderes do Conselho Nacional de Justiça em punir membros da Justiça.

Voltemos ao Congresso Nacional, e mais especificamente a tal reforma política. Um cadáver insepulto que insiste em ficar dando suspiros para provar que ainda não morreu definitivamente. De todo modo, dada a determinação constitucional do princípio da anualidade, qualquer coisa que for aprovada só valerá para as eleições de 2014, para 2012 não dá mais tempo.

Ontem a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do senado aprovou o fim das coligações partidárias para as eleições proporcionais (vereadores e deputados estaduais e federais), o que para mim é uma coisa positiva. No entanto, como talvez não poderia deixar de ser, suas excelências aprovaram, também, uma janela para a mudança de legenda sem a perda do mandato, a tal infidelidade programada, sobre o que tenho postura absolutamente contrária.

Essa tal reforma política, dado o desacerto da base governista – que junta seus cacos com base não em princípios, valores ou propostas, e sim com base em interesses por cargos e verbas orçamentárias e extra-orçamentárias – não tem a menor chance de prosperar. Talvez uma coisinha aqui ou ali, e é ai que reside o problema. Nessa coisinha aqui ou ali, podem vir monstrengos como o tal financiamento público de campanha ou a janela para a infidelidade programada.

Como o governo federal não se mete em nada que não seja do seu intere$$e imediato no Congresso Nacional, para não tensionar a base aliada, a reforma política não consegue ter uma direção coerente. Assim devemos sempre ficar atentos para denunciar esse tipo de coisa que algum parlamentar “espertinho” pode querer emplacar para favorecer os seus interesses e não os da sociedade.


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