Publicado por: blogdamariazinha | 26/08/2011

Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil, podia agora, como fez na Itaipu Binacional, pedir demissão, dessa vez, no entanto, não receberia cerca de R$ 145 mil.

Essa é Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil e senadora licenciada do PT do Paraná. Bonitinha, mas... Vocês completem o resto como quiserem.

Numa coisa eu concordo com a presidente Dilma quando ela diz que a tal “faxina ética”, que no caso do governo dela nunca passou de um jogo de marketing rápido, e que se mostrou extremamente perigoso, não é meta de governo.

“Faxina ética” não é meta de governo, não é agora, nem nunca foi. Não é mesmo, deveria ser obrigação de governo, é coisa diferente, é princípio básico de comportamento e ação, de agente político que respeita os cidadãos e os recursos que mantem a máquina pública funcionando. Coisa, que, como estamos vendo, não acontece nesse governinho mambembe que ela – Dilma – diz liderar.

Depois de algumas demissões, tudo voltou a ser como dantes no quartel… São cada vez mais ministros e ministras envolvidos em casos de corrupção, favorecimento, conflito de interesses, chantagem, prevaricação e muito mais. A lista é quase interminável.

A última da lista é a senhora Gleisi Hoffmann. Não que seja a primeira vez dela nessa enorme lista de casos do governo Dilma. Já havia de alguns dias atrás a questão do uso de aviões de campanha. Coisa dela e do marido, o ministro das Comunicação, senhor Paulo Bernardo.

Agora descobrimos que a senhora Gleisi Hoffmann negociou, em 2006, com a Itaipu Binacional para ser demitida e poder além de receber os 40% referentes à multa rescisória, sacar o saldo do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS). Com isso, a senhora Hoffmann pode colocar as mãos em cerca de R$ 145.000,00 (cento e quarenta e cinco mil reais). Nada mal.

Quem não conhece a história dirá assim: e qual é o problema?

O problema que a demissão da senhora Hoffmann deveria ser a pedido, sem direito de multa rescisória, nem de saque do saldo do FGTS, porque, na verdade, ela saiu de livre e espontânea vontade para ser candidata. O prazo para a demissão dela era no dia 31 de março de 2006 e a demissão dela foi publicada no Diário Oficial da União no dia 29 de março daquele ano. Ela precisava se desincompatibilizar do cargo para poder ser candidata. Naquela ocasião perdeu, ainda bem, mas ano passado elegeu-se senadora pelo estado do Paraná, logicamente é do Partido dos Trabalhadores (PT).

O que restaria a ministra-chefe da Casa Civil agora seria o pedido de demissão, mas, como não tem nada a receber, não imagino que faça isso. Além disso, a tal “faxina ética” há muito já foi desativada até mesmo como golpe de marketing.

Espera-se que, diante da representação do PSDB no Ministério Público Federal, algo aconteça a essa senhora. Com Dilma, com toda certeza, ela pode ficar tranquila que nada vai acontecer. Pedro Novais, Mário Negromonte, Paulo Bernardo e tantos outros, estão aí para demonstrar isso.


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