Publicado por: blogdamariazinha | 13/08/2011

Artigos que gostaria de ter escrito: O governo puxadinho – Roberto Freire (deputado federal – PPS – SP)

Começo hoje uma Coluna que há muito venho pensando em colocar aqui no Blog. Como sempre, com o intuito de contribuir para uma ampla discussão da vida em nosso país, estado e municípios. Nada melhor do que começar com um artigo desse que, para mim, é um dos políticos mais autênticos que esse país têm e, além disso, falando de assunto já aqui por mim comentado que são os puxadinhos desse governo federal aqui no ES, Freire expande a análise para ação do governo Lula-Dilma como um todo. O deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) é, além disso, presidente nacional do PPS. Ocasionalmente, então, quando achar que vale a pena colocarei artigos de outras pessoas no Blog. Como, aliás, já havia feito, sem divulgar em coluna específica, com artigos de Luiz Paulo Vellozo Lucas e Sérgio Vellozo Lucas, meus filhos.

O governo puxadinho

Fonte: http://portal.pps.org.br/portal/showData/209563

Envolvido por um tsunami de denúncias de corrupção que já destituiu dois ministros e em que, a cada semana, novos escândalos se sucedem em uma espiral sem fim, o governo da presidente Dilma Rousseff é o retrato da fragilidade. Na verdade, na maior parte dos casos, trata-se do esfacelamento do sistema de apoio político montado pelo ex-presidente Lula, junto aos partidos que formavam sua base parlamentar. Lula deixou para essas legendas a responsabilidade de administrar os ministérios em tenebrosas transações. É o resultado dessa irresponsabilidade que estamos assistindo todos os dias.

Mas não é disso que trataremos aqui. Vamos deixar que Ministério Público, Polícia Federal e o Congresso, por meio da instituição de CPIs, trabalhem, visando resgatar os princípios republicanos da administração e a preservação da res publica.

Falaremos, mais uma vez, da precária situação de nossa indústria frente aos desafios da globalização e de sua sobrevivência em um ambiente de acirrada competição. Depois de vivermos um ciclo de efervescência econômica planetária, na maior parte do governo Lula, a partir de outubro de 2008, a economia mundial viu-se em meio a uma de suas maiores crises.

Lépido e fagueiro, o então presidente, do alto de sua sapiência, desdenhou sua gravidade dizendo tratar-se de uma marolinha. Garantiu que o país estaria a salvo de suas repercussões.

Vemos hoje, com mais clareza, o resultado da incúria e da irresponsabilidade de não se fazer as necessárias reformas do Estado, vitais para nosso desenvolvimento sustentado, dentre elas a política, a financeira, a tributária, a previdenciária e a trabalhista. Se elas tivessem sido implantadas, agora, que a crise se agudiza com ameaça de uma recessão profunda, envolvendo os países mais desenvolvidos, responsáveis pelo giro da economia mundial, estaríamos em melhores condições de enfrentá-la e aproveitaríamos as oportunidades que crises, independentemente de seu porte, sempre abrem, para os que se preparam para aproveita-as. O que, infelizmente, não é o nosso caso.

Acossado pelo recrudescimento e pela gravidade da crise, o governo Dilma resolveu fazer algo positivo, buscando ocupar espaço na mídia com alguma coisa positiva, que aponte para além do noticiário policial. Assim apresentou com pompa e circunstância o Programa Brasil Maior, basicamente um programa de desoneração para alguns ramos da indústria, notadamente a automobilística e para alguns setores, principalmente o têxtil e o de confecções, além de calçados e artefatos, móveis e aqueles ligados à tecnologia da informação.

Fosse um programa relacionado com um projeto de desenvolvimento de longo prazo, tendo como um de seus eixos centrais o fortalecimento da indústria nacional, estabeleceria como meta a superação dos gargalos de nossa precária infraestrutura física e humana. Não deixaria de contemplar a constituição de instrumentos capazes de promover a inovação tecnológica, aumentar a produtividade, garantir linhas sustentáveis de financiamento de longo prazo, uma política nacional de formação de mão de obra, envolvendo escolas técnicas e universidades.

Apresentado como foi, resta a questão: quem pagará o custo da desoneração trabalhista? Será o contribuinte. Mais uma vez.

Em vez de um projeto consistente, o que temos é mais um puxadinho, como tantos que só têm efeito midiático. Nada mais.


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