Publicado por: blogdamariazinha | 08/08/2011

“Open road” para o jabá*?

Na internet só achei esse cartaz de divulgação do tal Open Road. Ronaldo não vai mais participar. De Juliette Lewis também não ouvi falar. Fora isso muito barulho por nada.

O “barulho” ensurdecedor que a imprensa capixaba está fazendo em torno desse tal filme “Open Road” é, para mim, algo sem sentido algum.

Não consigo entender como podemos gastar cerca de R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais) de recursos públicos para realizarmos umas poucas filmagens e depois – talvez e apenas talvez – termos uns três ou quatro segundos de imagens no filme.

Vejam que muito já foi dito pelo não dito. Primeiro as filmagens iriam ser no Aeroporto de Vitória (deve ser graças as duas esteiras rolantes que ele têm desde o ano passado) com a presença de cerca de quarenta figurantes, depois passaram a ser no próprio Aeroporto sem a presença dos figurantes, depois as filmagens aconteceram numa casa da Ilha do Frade e ponto final.

Talvez, e apenas talvez, quando o filme for exibido possamos dizer para amigos não capixabas: “estão vendo aquele horizonte ao fundo da imagem? É de nossa capital, a cidade de Vitória”. Poderíamos, então, completar: “Pagamos R$ 800.000,00, para termos isso”. Muito inteligente e esperto quem bolou esse “grande negócio” para o Espírito Santo.

Os muito espertos dirão: “Deixe de ser pessimista, os atores hollywoodianos e globais voltarão para o lançamento do filme em fevereiro do ano que vem”. Humm, que coisa bacana.

Não entendo a razão de não pegarmos esses R$ 800.000,00 e investirmos em produções locais que desenvolvam plateia para teatro e cinema ou que nos capacitem para o desenvolvimento de profissionais para atuar nas diversas áreas que a atividade cinematográfica e teatral permitem.

Se tivéssemos certeza de que o Espírito Santo seria identificado no filme com símbolos naturais ou arquitetônicos esse tipo de patrocínio poderia até se justificar. Não teremos nada disso. No máximo a imagem de uma casa e do horizonte.

Na verdade o que temos aqui, além de muito barulho por nada, ou quase nada, é um típico caso de jabá, mas o “artista” que vai aparecer (ou ganhar alguma coisa) não é o Espírito Santo, e sim algum “espertinho” que vendeu “gato por lebre” e fez o governo do Estado cair nessa direitinho.

* – O Jabá é o pagamento feito pelas gravadoras para que toquem somente as músicas determinadas. Quem não paga, não toca. O pagamento define que tipo de música, qual artista ou grupo irá tocar naquela rádio ou aparecer naquele programa de TV. Ou seja, você até acha que escolheu o sucesso do mês, mas é bem possível que uma grande gravadora tenha escolhido por você.
Fonte: http://movimentopelofimdojaba.blogspot.com/2006/04/voc-sabe-o-que-jab.html


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