Publicado por: blogdamariazinha | 21/07/2011

Bueiros-bomba: a nova “invenção” da Light e da CEG no Rio de Janeiro

Na cidade do Rio de Janeiro os bueiros viraram bueiros-bomba, nova arma do terror contra os cidadãos. Os poderes públicos, enquanto isso, discursam e na prática nada fazem. O cidadão anda com medo nas calçadas.

Essa situação dos bueiros-bomba no Rio de Janeiro beira o kafkiano, não fosse o perigo e as tragédias já decorrentes da situação.

O pior de tudo é a pantomima circense, o jogo de empurra e nada faz que realizam a prefeitura da cidade, a justiça, o ministério público, as agências reguladoras e as empresas envolvidas (Light e CEG).

Termos de ajuste de conduta que só serão assinados dependendo do que estiver lá (caso da CEG), ou decisões da Justiça que só passam a valer para o pagamento de multas por bueiros-bomba explodidos depois de publicadas no Diário oficial (caso da Light0 demonstram como, cada vez mais e mais, o cidadão fica refém de poderes públicos que não exercem suas funções fiscalizadores e punitivas contra empresas e poderosos de plantão.

A seletividade da ação estatal mais uma vez mostra a sua absurda face. Até onde seguiremos nessa “marcha da insensatez”? Até quando suportaremos embustes e demagogias de governantes que discursam “linda e raivosamente” para as câmeras (casos de Sérgio Cabral e Eduardo Paes) e nada fazem na ação concreta dos poderes que lideram?

As empresas do Rio de Janeiro – CEG e Light – dão assim, com a conivência de vários poderes públicos, uma grande contribuição na ação terrorista, a criação do bueiro-bomba.

O terrorismo, como o entendo, é usado de forma aleatória, por grupos de pessoas com objetivos políticos e/ou econômicos, para causar um estado de temor permanente na população do país que quer atingir.

Assim toda a situação se encaixa na definição proposta, sendo justo, portanto, penso eu, em caracterizar um novo tipo de ação terrorista. Uma “grande contribuição” que muitos terroristas mundo afora devem estar planejando usar em seus próximos ataques.

O que é preciso, além de uma certa ironia, para enfrentar o absurdo da situação, é punição efetiva e coletiva a todos aqueles – empresas e entidades governamentais – que falharam no cumprimento de suas atribuições.

Não me venham dizer que se esses bueiros-bomba estão agora explodindo é só culpa das empresas. E a atividade de fiscalização dos poderes públicos? Prefeitura? Governo Estadual? Agências reguladoras? Ministério Público?

Todo esse conjunto de instituições tem responsabilidade pelo que está afetando o Rio de Janeiro já há algum tempo e continua sem resposta de solução final. Até quando?


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