Publicado por: blogdamariazinha | 13/07/2011

“’Pagot’ pra ver, será que vai levar?”

Esse é o senhor Luiz Antonio Pagot, para quem não existe problema algum no DNIT / Ministério dos Transportes. Adorei essa foto que achei na Internet. também concordo. Se gritar ... não fica um meu irmão...

O depoimento de ontem do senhor Luiz Antonio Pagot, diretor afastado, demitido ou em férias do DNIT, no Senado foi bastante instrutivo. Não pelo que disse, mas pelo que revelou ao não dizer nada ou pelas contradições do pouco que falou.

O primeiro fato relevante foi ele dizer claramente – e não ser desmentido pelo governo – que está em férias e não que foi afastado ou qualquer coisa do tipo.

O segundo fato relevante, sempre ao meu juízo claro, é o fato de ele insistir na tese de que todas as decisões importantes do DNIT eram coletivas e corroboradas pela cúpula do Ministério dos Transportes, inclusive pelo atual ministro, o senhor Paulo Sérgio Passos. Portanto, o que está implícito, é que se houve corrupção, o senhor Passos conhecia o seu caminho, com trocadilho, mas também literalmente.

O terceiro fato relevante é que para o senhor Pagot não existe problema algum no ministério, nem no DNIT. Para ele, então, ou a presidente Dilma é maluca ou agiu para se livrar do Partido da Reprivada, ops República (PR) e não conseguiu.

Por fim, o último fato que gostaria de destacar do depoimento do senhor Pagot é que, curiosamente, ele se propõe a reformular o órgão – DNIT – que comanda há anos e que, segundo o depoimento dele está muito bem. Então, pra que reformular?

Todo esse episódio jogou no chão qualquer expectativa que se pudesse ter em relação a possíveis novos valores que a presidente Dilma tivesse em relação ao governo.

Depois de demitir o Ministro, na prática foi isso que ela fez, convocou para substituí-lo o chefe político do diretor – afastado ou de férias – do DNIT, o senhor Blairo Maggi, senador pelo Mato Grosso. Não aceitando o cargo o senhor Maggi, convocou o senhor Passos, que lá estava desde sempre participando desse “festim diabólico” em que se transformou o Ministério dos Transportes / DNIT.

Agora, além de tudo, aceitará o depoimento do senhor Pagot como se tudo estivesse correto? Manterá esse senhor no cargo de diretor do DNIT? Só falta mesmo isso, assim mostrará, definitivamente, ao que veio a senhora Dilma Rousseff.

Ao invés de ficar se declarando triste com coisas que acontecem no governo – coisas que, por sinal, ela conhece muito bem, pois esteve em todo o período do governo Lula – ela deveria, isso sim, fazer alguma coisa. Uma primeira coisa seria fazer uma limpeza republicana no Ministério dos Transporte / DNIT, afastando todo esse pessoal do tal Partido da Reprivada, ops República.


Responses

  1. #
    Reprivada foi ótimo !!!

    E daquelas faxinas boas mesmo …

    Bom, sao vários desafios e circunstancias aqui envolvidas. Alem desafios de natureza estrutural. Estes estão diretamente ligados à evolução histórica do país, à sua inserção no sistema mundial de governança e aos gargalos e disparidades econômicas, sociais e regionais que, há séculos, definem a nossa sociedade. Sao vários fatores envolvidos aqui, desde cultural, Governamental ( com licitações sem embasamento de qualidade e verificação real da mesma). Ja começam dai os “gargalos”.

    Precisamos urgentemente de um maior fortalecimento dos fundamentos das concessões de infra-estrutura. Isso envolve: (a) a conclusão das reformas regulatórias e a eliminação das incertezas geradas pelas políticas nos setores de portos, gás natural, água e saneamento, (b) o melhor funcionamento das agências reguladoras, incluindo em seus processos decisórios incentivos à adoção de decisões coerentes e tecnicamente estáveis, bem como os instrumentos necessários para essa prática, como por exemplo, uma equipe bem treinada e motivada, especialmente no nível estadual, e (c) o aprimoramento da elaboração dos contratos para evitar o excesso de renegociações, que eliminam os benefícios econômicos obtidos por meio de propostas competitivas e aumentam os riscos regulatórios percebidos. Como uma etapa básica, o Brasil deveria explorar integralmente as oportunidades existentes de participação da iniciativa privada, adiantando a segunda fase do programa de concessão de rodovias (2.700 km e com um fluxo de recursos estimado em US$9,3 bilhões), alinhando os incentivos dos leilões de energia às possibilidades de participação do setor privado e agilizando o processo de concessão de ferrovias.

    E estamos com a realidade de 65 % da carga transportada pelo modal rodoviario !

    Fatos e desabafos de quem nao suporta mais bagunca !!!!

    Obrigada pelos post e de uma correta visao do sistema.

    Beijos,

    Louise.


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