Publicado por: blogdamariazinha | 01/07/2011

Supermercado é um negócio estratégico?

Será que os brasileiros precisam gastar o seu dinheiro para pagar por esse tipo de negócio de fusão de supermercados?

Realmente esse pessoal que se diz ou se ache de esquerda (só se for de uma esquerda jurássica) tem ideias estranhas sobre o que seja estratégico ou não para o desenvolvimento do país. Isso, mais uma vez veio à tona com essa discussão da união dos supermercados Carrefour e Pão de Açúcar.

Pelo menos, talvez seja ainda pior, usam essa desculpa de que certas coisas são estratégicas para o desenvolvimento do país apenas para usar e abusar dos recursos públicos de forma a criar “feudos econômicos” que depois são utilizados como forma de cercar ainda mais o poder político e mantê-lo sob controle.

Antigamente a esquerda jurássica falava em estatização, agora ela pratica e estatização por vias transversas. É o caso da Vale e de tantas outras empresas em nosso país hoje em dia.

Para produzir essa estatização por caminhos heterodoxos a esquerda demagógica de hoje – leia-se PT e seus aliados de “esquerda” que vão do Partido Comunista do Brasil (PcdoB), de Renato Rabelo, até o Partido Progressista (PP), de Paulo Maluf – usa muitos mecanismos. Dois dos que mais têm agradado esse pessoal parece ser o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o uso dos fundos de pensão.

No caso Carrefour e Pão de Açúcar o escolhido foi o BNDES.

Como alerta – na ótima coluna de hoje no jornal A Tribuna – a economista Míriam Leitão o BNDES já recebeu R$ 230 bilhões do Tesouro Nacional e, agora, foi autorizado a “pegar” mais R$ 55 bilhões.

Um dinheiro que diga-se é “criado” com títulos da dívida pública que pagam taxas de 12,5% ao ano, pelo qual o BNDES receberá 6%. Ou seja, nós, os contribuintes brasileiros, iremos subsidiar esse negócio de R$ 3,5 bilhões a razão de 6,5% ao ano. Dinheiro fácil esse não?

O que ninguém desse governo explicou até o momento, nem o senhor Ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, nem ninguém é o que de estratégico essa fusão tem para o país?

Agora, como o tal argumento estratégico se mostra absolutamente irreal já vem alguns dizer que será um negócio lucrativo.

Isso está parecendo com a invasão do Iraque pelos EUA na era Bush. Começou com o argumento das armas de destruição em massa, depois passou para a ligação de Sadam com a Al-Qaeda e terminou com a implantação da democracia.

Como de lucrativo esse negócio só parece ter algo para os envolvidos diretos Pão de Açúcar e Carrefour, espera-se qual será o terceiro argumento.

Uma última preocupação é o problema da concentração que algumas cidades poderiam sofrer com essa fusão levando a uma redução da concorrência e, fatalmente, ao aumento de preços.


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