Publicado por: blogdamariazinha | 28/06/2011

Tancredão, mais um exemplo de incúria, imperícia, imprudência e incompetência

Imagino, aqui o senhor Coser em visita ao Tancredão em obras, afirmando: ali o custo irá aumentar em 120%, ali mais adiante em 180%, mais na frente uns 200%, no total planejamos 15 milhões e vamos chegar a quase 42 milhões, mais uma grande vitória da minha administração, gastar os recursos públicos dessa maneira tão incompetente.

Realmente as coisas dessa administração desse senhor João Coser são de espantar até ao cidadão mais desligado da face da Terra. O pior de tudo é querer dizer que nada de problemático acontece, quando os problemas são pra lá de evidentes.

Agora temos o caso do Parque Tancredão, que matéria do jornalista Maurílio Mendonça destaca no jornal A Gazeta de hoje. Mais um escandaloso abuso – vamos ser condescendentes – com os recursos públicos.

O homenageado, o ex-presidente Tancredo de Almeida Neves, deve se revirar na tumba, como se diz popularmente, vendo um “palco” com seu nome ser o centro dessa tragédia – nada grega, tipicamente petista – do uso de recursos públicos.

O caso, como destacado na matéria citada é que em 2006 quando foi feito o projeto da obra seu custo foi estimado em R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais) e o custo final da obra (caso não ocorram novas alterações até o final, melhor sempre fazer essa ressalva no caso da administração de João Coser) será de R$ 41.750.000,00 (quarenta e um milhões e setecentos e cinquenta mil reais). Quase 180% de aumento, num período em que a inflação não deve ter chegado ao 30%.

O interessante, para não dizer ridículo, é ver o senhor Paulo Maurício Ferrari, secretário de Obras da Prefeitura Municipal de Vitória, afirmar que “houve imprevistos na fundação (…) houve um erro na concepção do orçamento (…) Esses erros são comuns (…) Não vejo problemas. Essas alterações são comuns. É uma rotina aqui. O que aconteceu com o Tancredão pode acontecer com qualquer planilha. Houve um ajuste que não estava previsto no contrato.”

Eu não sei por onde andam o Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo e o Ministério Público do Estado do Espírito Santo para não determinarem de imediato uma auditoria e uma averiguação da situação, respectivamente.

Como achar normais reajustes dessa ordem, principalmente se não estão previstos, como dizer que essas alterações de planilha, do montante que tiveram, são normais e coisas do gênero.

Isso não é normal, não é correto, não é aceitável.

Somente alguém que ache a incúria, imperícia, imprudência e incompetência normais pode pensar assim. Esse talvez seja o caso do senhor Ferrari e do senhor Coser. As instituições de controle externo não poderiam, nem deveriam assim pensar. Espera-se, ou esperaria-se, que agissem em favor dos recursos públicos e dos cidadãos. Se não o fizerem podem acabar sendo acusados de conivência e estimulando que tais comportamentos – rotineiros na secretaria de Obras da PMV pelo que afirma seu secretário – se reproduzam em todas as prefeituras de nosso estado.


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