Publicado por: blogdamariazinha | 02/06/2011

Suas Excrescências, os vices

Quem era o vice do Odorico? Ninguém sabe, ninguém viu. Nem Odorico precisava de vice, nem nenhum município, estado ou o governo federal precisam da existência dessa excrescência que se chama vice.

Todo esse debate que tem se verificado aqui no Espírito Santo sobre a existência inútil de inúmeros vice-prefeitos só faz confirmar a opinião que carrego comigo, já há algum tempo, de que esse cargo não tem mais nenhuma razão para existir.

Tem uma razão, mas ela não é algo que seja efetiva e necessária para a sociedade, falaremos disso mais adiante.

Com as condições de ampla comunicabilidade de hoje, permitidas pelas tecnologias de informação e comunicação (TIC), quando o chefe do poder executivo, seja ele presidente, governador ou prefeito, está fora de sua sede de governo, pode ser rápida e facilmente acessível para qualquer emergência. Ele pode receber mensagens escritas (e-mail, twetts, posts em blogs, no facebook ou no orkut), de áudio e de vídeo, no seu celular, pode, até mesmo, não nos esqueçamos deles, ser alcançado em algum telefone fixo ou aparelho de fax (sim, eles ainda existem).

Agora pensemos um pouco nos custos que essas pessoas representam para a sociedade.

Tomemos uma contribuição média de R$ 120,00 (cento e vinte reais) que os cidadãos recebem no Bolsa Família e um custo de R$ 7.000,00 (sete mil reais) com o salário de um vice-prefeito, além de mais R$ 5.000,00 (cinco mil reais), sendo bastante otimista e como um valor médio para os vice-prefeitos do Espírito Santo, de seus gastos com gabinetes, temos, assim, um gasto total de R$ 12.000,00 (doze mil reais) com esses cidadãos que, como mostram seguidas matérias, não tem muito o que fazer e que muito pouco ou nada fazem mesmo de concreto.

Desses números brutos resultam que com os gastos de um vice-prefeito poderíamos garantir a contribuição recebida por 100 (cem) pessoas inscritas no programa Bolsa Família. Com certeza essas cem pessoas fazem, ou podem fazer, coisas bem mais úteis para a sociedade do que essas excrescências que são os famosos vices.

Os vices, na verdade, se transformaram em simples moedas de troca para barganhar apoios em períodos eleitorais, mais um carguinho que pode ser oferecido para atrair algum “parceiro” para a coligação.

Como mostram as matérias feitas nos últimos dias muitos nada fazem, muito, inclusive, trabalham fora do município em que ocupam os cargos, e por isso recebem.

Repito a pergunta: qual a utilidade real e efetiva dos vices? Nenhuma, digo eu.

Alguém pode afirmar que o vice é importante para a articulação política do Poder Executivo, mas para isso existem ministros e secretários que podem fazer esse papel.

Se houver algum tipo de problema com o chefe do Poder Executivo, permanente ou temporário, o chefe do Legislativo pode assumir a ocupação.

Simples, rápido, eficiente e sem muitos custos envolvidos. A democracia não será afetada, poderá até melhorar a sua qualidade, criando coligações baseadas em valores, e os cidadãos agradecerão penhorados o melhor uso dos seus recursos públicos.


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