Publicado por: blogdamariazinha | 02/06/2011

Das metamorfoses e obsessões, a dupla personalidade de Dilma ou de como ele deve ter dito “engulam o choro Ferraço e Casagrande, essa proposta não era de vocês”

Dilma se metamorfoseia e tem dupla personalidade. Não deve se surpreender com a atitude similar de Casagrande e Ricardo Ferraço.

Talvez a psicologia explique, talvez. O caso de Dilma Rousseff parece envolver ao mesmo tempo uma metamorfose rápida e uma obsessão radical, ambas – aparentemente – contraditórias.

Dilma não sabe, talvez, se ainda está no casulo ou se é uma borboleta. Pelo jeito pode pensar que é as duas coisas ao mesmo tempo.

Qual é a questão perguntarão os mais afoitos?

Durante a campanha eleitoral a palavra privatização parecia para ela um palavrão ou até uma acusação, como se quem falasse nisso, ou pior, na visão dela claro, defendesse isso, fosse alguém moralmente problemático, ou coisa do gênero. Lembro-me bem de um debate na TV em que ela chegou a citar Luiz Paulo Vellozo Lucas como um defensor da privatização da Petrobras, o que não era verdade, mas como se fosse a mais grave das acusações, algo como traição à Pátria. Nas décadas de 1950 e 1960 teria até chamado Luiz Paulo de entreguista, essa a acusação chave dos nacionalistas de plantão.

Agora, logo depois que ganhou as eleições, começou a falar em privatização como se fosse a coisa mais natural do mundo, sem admitir, sequer, que o seu discurso era eleitoreiro ou demagógico ou, ao menos, que estava errada.

Dilma também é uma intervencionista das nais radicais. Adora um “Estado balofo” para ela quanto mais Estado melhor, independente do que esse Estado está fazendo. Estado e mais Estado, esse deve ser o seu mantra.

Por isso rejeitou rapidamente a proposta que os senhores Casagrande e Ricardo Ferraço fizeram, muito boa por sinal, de que o governo do Espírito Santo assumisse as obras do Aeroporto de Vitória, que há anos se arrastam e prometem se arrastar outros tantos anos.

No jornal A Gazeta de hoje, em matéria da jornalista Rita Bridi cita Ferraço dizendo que “a opinião da presidente é que obras de infraestrutura como portos e aeroportos devem continuar na responsabilidade do governo federal. Mesmo porque com a transferência para os Estado não há como garantir determinado padrão de gestão das obras.”

A matéria continua afirmando que “ao mesmo tempo em que a presidente rejeitou a proposta de transferir a obra para o Estado, ela garantiu ao senador que o governo vai concluir a obra. “A presidente nos pediu um voto de confiança e nos assegurou que o governo vai concluir a obra. Ela disse que esse é um compromisso assumido pelo ex-presidente Lula e também por ela”, contou Ferraço.

Talvez a presidente, no seu estilo “bem carinhoso” tenha afirmado quando disse um não aos senhores governador e senador “Engole o choro Renato!!!, engole o choro Ricardo!!!”. Talvez tenha até continuado e dito pra eles “pode deixar que não vou lembrar pra ninguém do Espírito Santo que essa proposta do governo do estado assumir essa e outras obras federais não era de vocês, mas do Luiz Paulo Vellozo Lucas”.

Talvez esse negócio de dupla personalidade e metamorfose seja uma característica de toda a base governista, seja um padrão que todos assumem daqueles que é o seu grande líder e, parece, continua sendo o presidente, Luís Inácio Lula da Silva.


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