Publicado por: blogdamariazinha | 01/06/2011

Anthony Garotinho ou Anthony Molequinho?

De garotinho esse senhor não tem nada. Os episódios de chantagem explícita o transformam em um absurdo personagem do atual jogo político, que se chegou a esse ponto se deve a evidente omissão e tipo de relação que se estabeleceu com o Congresso Nacional no governo Lula. Se misturaram com porcos, farelos comem. O país, no entanto, não pode aceitar esse tipo de atitude do senhor Molequinho impunemente.

Já falei aqui, em post cujo título começava com o famoso dito popular “quem por com porcos se mistura farelos come”, sobre a atitude ostensiva de chantagem política do senhor Anthony Garotinho, deputado federal pelo Partido da República, no Estado do Rio de Janeiro, em relação ao governo federal. O primeiro episódio ocorreu numa relação de troca entre a retirada de circulação do projeto do kit anti-homofobia e a convocação do Ministro Antônio Palocci para falar sobre sua evolução patrimonial no período entre 2006 e 2010, no Congresso Nacional.

Ontem o senhor Garotinho, mas parecendo um molequinho, protagonizou um episódio de chantagem explícita em relação ao governo federal.

O senhor Molequinho, digo Garotinho, afirmou ontem, em reunião de lançamento da Frente Parlamentar em defesa da PEC 300, que trata da criação de piso salarial para os policiais militares no Brasil, o seguinte: “o momento político é esse. Temos um diamante que custa R$ 20 milhões, que se chama Palocci. A bancada evangélica pressionou, e o governo retirou o kit gay. Vamos ver agora quem é da bancada da polícia. Ou vota, ou o Palocci vem aqui”.

A chantagem explícita não me surpreende, nem me deixa com “pena” do governo Dilma, quem se mistura com porcos acaba como eles se alimentando, o que me espanta é que um representante do povo, que se diz religioso, use de expediente tão abjeto para a busca de seus fins políticos, ainda mais de forma assim tão pública.

Essa é a prova que faltava – se é que ainda faltava – para demonstrar a completa falta de valores éticos do senhor Molequinho. Como reagirão os seus eleitores, o seu partido, os seus colegas de bancada e os seus líderes religiosos? Se concordarem, por ação ou omissão, com esse tipo de comportamento, estarão sendo tão partícipes do ato antiético quanto ele.

Espera-se, ao menos, uma reação de algum lado. Será que virá ou a política já chafurdou tão profundamente nesse tipo de lodaçal que nem isso mais causa indignação?

A conferir.


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