Publicado por: blogdamariazinha | 27/05/2011

Dilma, a sumida, reapareceu

Dilma, evasivas, frases feitas e cara feia não irão resolver os problemas que o seu governo e, em especial, o seu ministro-chefe da Casa Civil, senhor Antônio Palocci enfrentam.

A presidente Dilma Rouseff reapareceu ontem, depois de um longo sumiço, na cena política, e nada bem, diga-se.

Abrindo parênteses: Não falo aqui, de modo algum, de sua saúde. Essa me interessa, como a qualquer outro brasileiro, apenas por que é ela a suprema mandatária e, devido ao seu problema anterior. Acho que, pelas preocupações que leva ao país, deveria ser bastante clara com seus eventuais problemas, não ficar tentando, eventualmente, encobrir o sol com a peneira. Isso gera ainda mais preocupação. Parênteses fechados.

A crítica ao reaparecimento de Dilma não é para falar sobre a sua saúde e sim sobre a sua defesa, pobre é verdade, do ministro Antônio Palocci.

A defesa foi pobre em dois sentidos. Pobre pela comparação, bastante bem feita ao meu juízo, pela jornalista Eliane Catanhêde, em relação a que ela mesma fez do seu ministro da Fazenda, Guido Mantega, este não era, claro, acusado de corrupção, mas de incapacidade ou incompetência.

Pobre também pelo argumento utilizado. O tal do terceiro turno eleitoral. Segundo o argumento a oposição estaria tentando vencer as eleições no tapetão. Lula, que por sinal reapareceu como o síndico do PT e do governo, já usou muito isso durante seus desgoverno. Volta e meia falava nisso. Quanto mais popular, mais arrogante ficava e a qualquer crítica falava em terceiro turno.

Durante o sumiço de Dilma, o governo enfrentou a prova dos nove de sua base amplíssima no Congresso Nacional. Perdeu. Mostrando que em votações de temas complexos e que exijam alguma mudança no status quo a sua base não se mexe. Se mexe, na verdade, contra o governo.

O discurso do deputado Henrique Alves (PMDB) na votação do Código Florestal, encaminhando a favor do sim, foi um claro sinal. Ele disse sem rodeios que não estava no governo, que ele era o governo. Manda quem pode na base maluco do governo Dilma.

A reação do líder do PT, senhor Cândido Vacarezza, foi uma prova evidente do desalinho em que anda o partido da presidente. Surpreso com o desafio da base usou um discurso nazifascista de que se o parlamento vota contra o governo está votando contra o próprio parlamento. Ele quer um referendador, nunca um parlamento livre, o estilo dele, Vacarezza, é chavista-nazista-fascista-stalinista-fidelista-soviético.

A situação econômica mundial é preocupante, a situação econômico-financeira do país é delicada, nossas contas externas correntes são um retrato da situação difícil, temos uma presidente inexperiente, que anda sumida e que quando aparece é para fazer esse tipo velho de discurso – do terceiro turno – e nada fala sobre as dificuldades as mais variadas que seu governo e o país tem que enfrentar.

As perspectivas para esse ano de 2011 não são nada animadoras.


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