Publicado por: blogdamariazinha | 23/05/2011

Por uma vida melhor? Só se for para os autores do absurdo

Sabe Deus onde o MEC quer chegar com livros desse tipo. É absurdo, inaceitável e incompreensível.

Nessa semana que passou um dos temas mais interessantes em discussão foi sobre um dos livros de língua portuguesa adotados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) do governo federal.

O livro – de uma coleção intitulada “Por uma vida melhor”, pode isso? – contem uma série de erros que já foram mais que comentados, criticados e ironizados.

A discussão entrou para um campo onde autores e burocratas do Mnistério da Educação (MEC) querem justificar o absurdo dizendo que se não aceitarmos o jeito de se falar das classes desfavorecidas estaremos praticando algum tipo de discriminação.

Evidente que esse é um absurdo total. Discriminaremos essas pessoasse não dermos a elas a oportunidade de se aprender o português que é cobrado em todos os exames e avaliações, discriminaremos pessoas se dermos a elas a chance de se expressar de maneira que empresas e seus fucionários, onde estarão procurando empregos, aí sim por uma vida melhor, possa entender o que dizem.

Além disso, vamos ser claros. Não é porque alguém fala ou escreve o português de maneira errada que isso deve ser aceito. Estaremos, assim, reforçando as dificuldades e exclusões dessas pessoas.

A Academia Brasileira de Letras (ABL) já protestou, diversos outros professores e entidades também o fizeram. Esperemos que o MEC recolha esse livro e seja mais cuidadoso com o que gasta o dinheiro da sociedade. Aprender errado na escola é um pouco demais, não senhor Fernando Haddah? Não é possível, nem aceitável, ao meu juízo também, fazermos, como disse alguém de forma magistral essa semana, uma ode à ignorância como essa, num país em que a educação ainda tem níveis pra lá de ruins.

Como aceitar que estejamos incentivando o erro com livros patrocinados pelo MEC quando o mesmo ministério faz propaganda de televisão falando que estamos avançando no PISA – o exame padrao utilizado pelos países mais desenvolvidos do mundo, e os em desenvolvimento, para medir a proficiência dos cidadãos em conhecimentos matemáticos e da sua língua natal, a correta, não as que estão nesse livrinho do MEC.


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