Publicado por: blogdamariazinha | 19/05/2011

IEMA: a desconfiança que tenho nessa instituição pública

O pessoal que escreveu a matéria do jornal A Gazeta do dia 11 de maio deveria ter visto a charge de Amarildo que saiu no jornal no mesmo dia. O tom de um não combina com o outro. Amarildo, como sempre, deu um show e com poucas palavras e um desenho afiado disse tudo.

O Instituto Estadual de Meio Ambiente (IEMA) divulgou na semana passada um estudo bastante extenso sobre a poluição da Grande Vitória.

Eu não confio no IEMA, digo logo. E mais, como cidadã me sinto totalmente amparada e confortável na minha desconfiança. Ela é gerada pelo histórico dos últimos anos onde aquele órgão público se transformou num mero despachante dos processos de interesses das grandes empresas poluidoras e das pedreiras de mármore e granito que aos poucos vão destruindo o interior do Espírito Santo.

Tudo isso feito a preço de “banana”, prejudicando nossa saúde, a infraestrutura do Espírito Santo e o seu futuro.

Como um deus, infelizmente bastante falível e movido sabe-se lá por que tipo de interesses, o IEMA coloca-se a arbitrar o nosso futuro.

Esse estudo do IEMA, referido no início do posto, para mim, só teria validade se fosse confirmado por uma auditoria independente com acompanhamento de instituições públicas de reconhecida capacidade técnica na área e idoneidade ética. Infelizmente não reconheço nada disso no IEMA. Não claro por desconfiar do seu corpo técnico, que não conheço, nem tenho capacidade técnica para avaliar, mas sim por desconfiar da condução política que foi dada ao órgão ao longo da (indi)gestão desenvolvimentista do senhor Hartung Gomes, e que, ao meu ver, não foi, até o momento, alterada, talvez esteja mesmo reforçada.

Não por acaso também na semana que passou o Ministério Público do Espírito Santo, enfim, se mexeu e contra a Arcelor Mittal e o IEMA por causa da poluição na Grande Vitória. Como sempre me diz um amigo “antes tarde que mais tarde”.

A matéria do jornal A Gazeta, publicada no dia 11 de maio, tem o sugestivo, e ao meu ver indutivo e errôneo, título de “Poluição nasce aqui”. Pelo que se pode observar no Raio-X da poluição que a matéria apresenta o grande culpado pela poluição na Grande Vitória somos… nós os cidadãos com os nossos poluidores automóveis.

Sim, não nego as evidências e não sou pessoa embotada, mas querer absolver – como me parece o tom da matéria de A Gazeta, induzida pelo estudo do IEMA – as grandes empresas poluidoras pela poluição nossa de cada dia é algo que beira o ridículo, se não a pura má-fé.

Continuo e continuarei negando ao IEMA, enquanto não for confirmado por fonte idônea e fidedigna, qualquer capacidade de nos orientar sobre a poluição nossa de cada dia, a omissão, a conivência e a acomodação que o organismos sofreu ao longo dos últimos anos com aqueles que deveria fiscalizar, e eventualmente punir, é para mim inaceitável.

PS – Você pode ver a matéria do jornal A Gazeta (infelizmente sem os gráficos que estão no jornal) no endereço:
http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2011/05/noticias/a_gazeta/dia_a_dia/847875-a-poluicao-nasce-aqui.html


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