Publicado por: blogdamariazinha | 18/05/2011

Que encontro jurídico foi esse?

Foto oficial do Diálogo Judicial Brasil-EUA. Para que será que serviu a viagem dos ministros do Supremo?

Quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, Ellen Gracie, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, participaram do dia 11 a 13 de maio de 2011, na capital dos Estados Unidos da América, do Encontro Judicial Brasil-EUA.

Segundo consta oficialmente o Encontro objetivava ampliar o diálogo entre o Judiciário desses países. Uma questão importante, talvez mesmo fundamental.

Não se entendeu exatamente a razão para o senhor presidente do STF, Ministro Cezar Peluso, precisar levar a sua esposa para participar de uma jantar na embaixada brasileira nos EUA custeada pelo STF. Seria mesmo assim tão importante a viagem da senhora Peluso?

Não se teve notícia, também, até onde li na imprensa da presença de ministros da Suprema Corte dos EUA no tal evento. Eu tive a curiosidade de conferir o nome dos palestrantes e moderadores com a lista de membros daquela corte americana (que achei na Wikipédia) e também não vi nenhum nome. Talvez a lista da Wikipédia, que é de 2010, esteja desatualizada, quem sabe?

Quem esteve presente nesses encontros, além da delegação brasileira e de alguns juízes americanos não muito conhecidos, segundo o que também registrou a imprensa, foram advogados lobistas americanos, esses estavam felizes por estar, digamos, assim tão próximo de suas excelências brasileiras.

No fundo, para mim, esse evento parece mais com aquelas prosaicas e faustosas reuniões feitas em Comandatuba para desembargadores e juízes brasileiros que ocasionalmente ocorrem, mas como suas excelências são supremas o passeio tinha que ser de nível internacional.

A ética, supremas excelências, exige da mulher de César, sem trocadilhos por favor é só o ditado, que além de honesta, pareça honesta. A não ser que pensem como Stálin que, num encontro com Roosevelt, quando discutiam as eleições livres na Polônia libertada, ao ouvir do presidente americano esse dito, dizendo que as eleições polonesas deveriam ser como a mulher de César, afirmou Stálin então que ela também – a mulher de César – tinha os seus pecados.


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