Publicado por: blogdamariazinha | 15/04/2011

Vereadores do ES vão receber 13º salário, pode?

Enquanto aqui no Espírito Santo querem criar o 13º salário para vereadores, no Estado de Goiás ele já foi rejeitado pela Justiça graças a uma ação do MP goiano. Será que iremos permitir mais esse abuso com o dinheiro público em terras capixabas? Essa notícia foi retirada do site do MP goiano e é do dia 22 de janeiro desse ano.

Essa é muito “boa”. Ao invés de conseguirmos acabar com alguns manás que os representantes políticos concedem a si mesmos, como os aumentos absurdos que os parlamentares federais e estaduais se autoconcederam e o pacote de bondades que recebem, aqui no Espírito Santo, com a concordância do presidente do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCEES), senhor Umberto Messias, os vereadores poderão receber o 13º salário.

Qual a condição para isso? Precisa aprovar uma lei.

Quem aprova essa lei? Os próprios vereadores.

Será que vai demorar? Talvez eles esperem passar a Quaresma como sinal de sacrifício e de renúncia. Afinal o mês de dezembro está longe e sempre haverá um momento de desatenção da imprensa e dos cidadãos para que uma lei dessa seja aprovada. Qualquer próxima grande crise – política, econômica ou social – que tivermos, será um momento adequado para as excelências municipais fazerem isso.

Já me parece um absurdo vereador receber salário, como alguém já demonstrou vereador pago e jabuticaba só existem no Brasil, quanto mais receber 13º salário. Essa é uma função pública que deveria ser exercida de forma voluntária ou, no máximo, recebendo de volta os eventuais custos que o cidadão tivesse para o exercício do mandato.

Eternizar vantagens e privilégios não é, na minha opinião, um bom caminho para reacreditarmos a política em nosso país.

Enquanto em Brasília senadores e deputados federais ficam brincando de fazer reforma política, na base, no poder local, os representantes desses mesmos líderes e partidos vão dando jeito de criar mais e mais privilégios.

Só com a denúncia da imprensa e o acompanhamento e pressão dos cidadãos uma medida dessas não será aprovada pelos legislativos municipais.

Um outro caminho seria o Procurador-geral de Justiça do Ministério Público Estadual, senhor Fernando Zardini, acompanhar pessoalmente a questão e protocolar ações de inconstitucionalidade ou outras quaisquer contra as leis que forem aprovadas com esse intuito nos legislativos municipais. Será que ele fará isso?


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