Publicado por: blogdamariazinha | 13/04/2011

Uma reforma que já subiu no telhado, ou que de lá nunca saiu

Ou o gato da reforma política subiu no telhado ou de lá nunca saiu e o que o Congresso faz é apenas uma grande demagogia. Fico com a segunda opção, mas de todo modo acho que a reforma política já morreu, pela enésima vez.

O Congresso Nacional, preso nas práticas do passado, que privilegiam os interesses privados ante os públicos, arranjou uma maneira de enrolar a sociedade brasileira.

A maneira é a discussão da famosa reforma política, que todos entendem, ou dizem que o fazem, necessária, mas não ousam mexer nesse sistema que lhes garante os privilégios.

A melhor receita para a reforma dar em nada é querer mexer em tudo ao mesmo tempo, sem se permitir a, na prática, fazer observações sobre as transformações que se processarem. Explico melhor, ou ao menos tento. Sou a favor de reformas pequenas e constantes.

Algumas coisas, a mim, parecem óbvias: fim das coligações nas eleições proporcionais e o fim dos suplentes de senador. Sobre isso não parece haver vozes que as defendam. Tirando os senadores que na sua Comissão para tratar do assunto resolveram que era importante manter um suplente. Não se sabe bem porque.

Outras mudanças que devem ser feitas merecem maior estudo e, principalmente, debate com a sociedade.

Poderia o Congresso criar uma comissão de estudiosos da área para fazerem um exaustivo levantamento sobre o funcionamento em países de todos os itens em discussão e apresentar, após isso, um relatório com as vantagens e desvantagens de cada uma das opções para que, então, dentro de um amplo processo com participação dos cidadãos, se tentasse chegar a algum consenso.

Outra questão é que penso ser importante realizar essas reformas com algum prazo para o seu início efetivo. Poderia, por exemplo, se estabelecer que um novo sistema eleitoral que venha a se adotado, somente entre em vigor daqui a 6 ou 8 anos. Isso daria tranquilidade aos deputados e senadores de ter um tempo para se adequar ao novo sistema.

São muitos os itens em debate e, ao que parece, como diz o ditado “o gato subiu no telhado”. O gato, no caso, claro, é a reforma política. Talvez nunca tenha mesmo saído de lá e toda esse ativismo parlamentar seja apenas para dar alguma impressão de que algo fazem, além de pensar nas próximas eleições.

Em post da semana que vem darei a minha opinião sobre outros temas em discussão da reforma política.


Responses

  1. Quem na Maioria das Vezes que paga a Conta é o Suplente


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