Publicado por: blogdamariazinha | 08/04/2011

Sete prefeitos à beira de um ataque de nervos

Diferente dos personagens do filme Sete homens e um destino, que tiveram outros três filmes feitos depois do sucesso do primeiro, os prefeitos dos sete maiores municípios capixabas, que tiveram suas gestões avaliadas pelo jornal A Gazeta, podem ter um destino político bem diferente no próximo pleito. Arriscam ser um fracasso de bilheteria e serem retirados de circulação política em 2012. Eu. de minha parte, não teria nada contra, ficaria mesmo feliz.

A série de pesquisas do jornal A Gazeta em parceria com o Instituto Futura sobre a avaliação da gestão nos sete maiores municípios do Espírito Santo coloca todos os prefeitos dessas cidades de sobreaviso.

Dos sete somente João Coser (Vitória – PT) e Helder Salomão (Cariacica – PT) estão no segundo mandato e, portanto, não disputam as próximas eleições. Sérgio Vidigal (Serra – PDT), Leonardo Deptulski (Colatina – PT), Guerino Zanon (Linhares – PMDB), Neucimar Fraga (Vila Velha – PR) e Carlos Casteglione (Cachoeiro de Itapemirim – PT) estão em primeiro mandato, no caso de Vidigal o terceiro, e poderão, caso queiram, disputar o pleito de 2012. Evidentemente Coser e Salomão terão interesse em que os seus partidos e grupos políticos se mantenham no poder e devem ter candidatos.

A avaliação deles na série de pesquisa, no entanto, não é boa. Nenhum deles tem avaliação que seja superior a 50%. Os números, somados as avaliações de bom e ótimo, são os seguintes: Vidigal – 46,9%, Deptulski – 36,9%, Coser – 36,5%, Guerino – 34,8%, Salomão – 25,4%, Neucimar – 20,9% e Casteglione – 20,3%.

Todos esses prefeitos estão em péssimos lençóis. Recuperar a sua imagem com o tempo que resta não será conseguido com golpes de propaganda e promessismo vazio. Terão que trabalhar e produzir algo significativo para suas comunidades nesses poucos meses que antecedem o processo eleitoral do ano que vem.

Esses resultados bastante ruins devem servir para estimular o aparecimento de um número bastante grande de candidatos. As amplas bases de sustentação que esses prefeitos mantem ainda hoje, seja pela cooptação de vereadores, de líderes partidários e, até mesmo, de líderes comunitários, devem aos poucos, e na medida em que as perspectivas de manutenção de poder diminuem ou mesmo desaparecem, se desfazer.

Só isso, no entanto, não me parece, de antemão, receita de sucesso eleitoral ou, e principalmente, de uma boa gestão. Os candidatos devem – ao meu juízo – estar alertas a duas questões básicas para conseguirem se desfazer do risco da decepção eleitoral que podem sofrer, mesmo com os prefeitos atualmente tão mal avaliados, se comprometendo com uma gestão eficiente e ética.

Engana-se quem pensa que isso é fácil, bastando algum tipo de declaração de intenções. Para isso irá contar muito tanto a história de vida do candidato, quanto as alianças que ele montar.

O lema de um bom candidato em 2012, para mim, será “diga-me o que já fez, o que pretende fazer e com quem andas que te direi quem és”.


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