Publicado por: blogdamariazinha | 07/04/2011

O dito e o feito, ou de como uma coisa não é o que parece no governo federal

Promessa de governo é dívida, Dilma. E o corte fiscal? E o controle da inflação? E a saúde? E...? E...? Agora não estamos mais em campanha, a hora é de fazer as coisas que o governo promete.

Esperei quase 100 dias. Não posso mais segurar. As evidências de que a discrepância – cada vez maior – entre o dito e o feito se acumulam não param de se evidenciar, aí essa escriba já cansada de esperar por promessas não cumpridas desses 9 anos de governo do PT não consegue mais segurar a língua e tem que soltar os dedos no teclado.

A primeira grande promessa governamental (vejam que não estou falando de promessas de campanha de Dilma, a distância seria um tanto maior) foi o corte de despesas. Grande, inclusive, no volume: R$ 50 bilhões de reais. Resultados iniciais mostram o aumento dos gastos. Nesse item é interessante notar – como divulgado hoje na Coluna de Merval Pereira – que houve, também, um aumento nos gastos secretos do governo.

Não se pode esquecer o bilionário pacote de restos a pagar que o governo Lula, com sua “farra do boi fiscal”, onde o “boi” no caso somos nós cidadãos-contribuintes, deixou mais de R$ 100 bilhões em débito e, parece, que Dilma está querendo dar o famoso “calote”. Empurra a conta do ajuste fiscal para os outros.

Sobre a tragédia das chuvas que abalou o Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, entre outros, não vemos as grandes ações de apoio prometidas se tornarem realidade. Dilma não é uma ótima gerente?

No âmbito político o comportamento é muito ruim. Nomeações as mais estapafúrdias. Geddel Vieira Lima, da Bahia, e dar dois ministérios para Sarney (Turismo e Minas e Energia), me parecem suficientes para explicitar o ponto.

Temos, ainda, uma dramática situação na saúde no país – nos setores públicos e privado – e o governo e suas agências parecem enfiar a cabeça na terra, qual avestruz, para ver se passa. Não irá acontecer, infelizmente. Melhor agir logo.

No setor do transporte aéreo a coisa não anda melhor. Criou até uma secretária com status de ministério, e mais 120 cargos (como esse pessoal do PT gosta de um cargo comissionado eihn?), e diz que vai privatizar a INFRAER(R)O. Se vai e já existem tantas estruturas de controle, para que esses cargos todos?

Por último, mas não menos importante, talvez até o mais importante nesse momento, o governo parece brincar com a inflação e o câmbio. Como tem um Ministro da Fazenda gastador, que não deve ter estudado alguns fundamentos da ciência econômica e não sabe lá o que fazer com as dificuldades, o governo não consegue se decidir em como enfrentar essa dupla armadilha na qual estamos nesse momento.

A inflação, o mais pernicioso dos impostos regressivos, está bem próxima do limite da meta, o câmbio numa situação que nos coloca dificuldades enormes para os exportadores, ameaçando alguns setores de nossa economia, e o que faz o governo? Mais do mesmo. Aumenta o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pela “enésima” vez. Coisa que, como se viu nos últimos tempos, não deu resultado algum.

Realmente a situação para Dilma parece para lá de complicada. Esperemos que ela consiga superar os problemas. Para isso precisa, com toda certeza, superar a distância entre o dito e o feito.


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