Publicado por: blogdamariazinha | 30/03/2011

Dinheiro, pra que dinheiro?

Para os cidadãos que ou estão tendo péssimo atendimento, colocando suas vidas em risco, ou não estão conseguindo ter seus problemas resolvidos pela rede estadual de saúde, não adianta o cofre do governo do estado estar abarrotado de dinheiro. Devem estar se perguntando dinheiro, pra que dinheiro?

A notícia é boa ou ruim? Depende.

A notícia divulgada hoje na imprensa capixaba é que o governo do estado do Espírito Santo adicionou mais R$ 568 milhões ao caixa no primeiro bimestre desse ano. Foram quase R$ 2 bilhões de receita e uma despesa um pouco superior a R$ 1,4 bilhão.

Devo dizer logo de início que não sou a favor de gastança generalizada de recursos públicos. Acho importante que exista dinheiro em caixa para emergências, para crises.

Dito isso, no entanto, não penso ser possível achar normal que num estado com tantas carências nas áreas de saúde (como comprovam matérias publicadas nos últimos dias pela imprensa), segurança pública e educação, só para ficar nas tradicionais, que o gasto de custeio seja reduzido em mais de 50% quando se compara com o mesmo período do ano anterior, ainda mais se levarmos em conta que o gasto de pessoal – no mesmo tipo de comparação – subiu mais de 30%.

Por maior – e importante – que seja a preocupação com a ampliação de gastos isso não pode ser feito as custas da população. É isso, no entanto, que estamos vendo. Muito dinheiro em caixa, a soma – considerando o que foi deixado pelo governo anterior – já deve estar próxima dos R$ 2 bilhões, mas a saúde está caótica, faltando leitos e outras condições, a educação com problemas e a segurança pública uma tragédia cotidiana.

Por isso tudo a pergunta do título: “dinheiro, pra que dinheiro?”. Os recursos públicos devem servir para a melhoria da qualidade de vida da população equilibrando-se os interesses e necessidades de curto, médio e longo prazo.

Não adianta o senhor Maurício Duque, secretário da Fazendo, ficar com cara de alegre, como na foto do jornal A Gazeta de hoje, para a vida de inúmeros capixabas esses números não servem de alento. A qualidade e quantidade dos serviços públicos que estão recebendo, diferente do caixa do governo, é absolutamente deficitária.


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