Publicado por: blogdamariazinha | 29/03/2011

Saúde no corredor? Na verdade está na UTI

Diferente do jornal A Gazeta penso que a saúde no Espírito Santo está na UTI e não no corredor. A crise tem nome e sobrenome, aliado e operador.

O triste destaque do dia de hoje, ao meu juízo, é a evidência concreta da situação em que chegou a saúde no Estado do Espírito Santo.

Esse descalabro, diga-se, não é de agora. Tem nome e sobrenome, tem um aliado e um operador que já deu problema antes. O nome com sobre nome é PAULO HARTUNG, o aliado é, claro, Renato Casagrande, e o operador se chama Tadeu Marino.

A culpa, como sempre ocorre em poderes públicos inoperantes e desvinculados dos interesses dos cidadãos, é colocada em fatores externos. Dessa feita a bola da vez são os acidentes de motocicleta.

Eles aumentaram? Sim, e muito. Mas qual o planejamento que foi feito? Segundo informação do jornal A Gazeta, que consta de declaração do secretário de saúde, o senhor Tadeu Marino, o número de acidente subiu de 420 em 2006 para 5.462 em 2010.

Pelo que imagino esse número foi subindo ao longo dos anos, o que fez o governo estadual? Enfiou a cabeça no buraco com o avestruz fingindo que o problema não era dele e ainda ficou ao longo do tempo fazendo propaganda – a especialidade de Hartung – de que a solução para os problemas da saúde capixaba estavam sendo encaminhadas.

Não viram que o problema estava crescendo? Fizeram algo para se certificar de que os motoristas de motocicletas fizessem testes para tirar a carteira que dessem mais segurança no trânsito? Apertaram a fiscalização de motocicletas?

Além de tudo, como denunciou o Sindicato dos Médicos, desde 2010 está ocorrendo uma redução na compra de leitos na rede privada. O secretário Tadeu Marino apresenta números para se explicar, mas eles mostram a redução ainda maior esse ano. Nos três primeiros meses de 2011 (faltam três dias para acabar o mês de março) foram comprados leitos no valor de R$ 8.000.000,00 (oito milhões de reais), enquanto em 2010 o total foi de R$ 65.000.000,00 (sessenta e cinco milhões de reais). Se multiplicarmos 8 vezes 4, o total em 2011 será de apenas R$ 32.000.000,00 (trinta e dois milhões de rais). Metade do que foi gasto em 2010.

Será isso resultado da política de contenção de gastos do senhor Casagrande? Será que essa política de contenção, por um certo temor da inexperiência (vamos ser condescendentes) e do medo da herança de Hartung que ele nunca ousou minimamente criticar, não foi exagerada e agora cobra o seu preço com aquilo que de mais precioso há, a vida das pessoas?

Casagrande e Tadeu Marino precisam agora resolver o imbróglio e dar respostas rápidas e satisfatórias aos cidadãos capixabas, menos do que isso não é aceitável.


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