Publicado por: blogdamariazinha | 22/03/2011

Eleições de 2012 na Grande Vitória

As eleições municipais de 2012 representam possibilidade de afirmação da oposição no Espírito Santo. Para isso precisará de dedicação e competência, além de muito espírito público e percepção da realidade metropolitana das eleições na RMGV.

Para aqueles que ainda não perceberam o andamento do processo atual ou que não estudaram os as eleições municipais anteriores pode até parecer uma surpresa, mas não é. Falo aqui do caráter metropolitano das eleições nas cidades da Grande Vitória.

As forças de sustentação do esquema governista estadual, sustentadas num esquema político partidário do PSB-PT-PR-PMDB-PDT já trabalham nessa perspectiva e terão, é bem verdade, muitas dificuldades para articular todos os interesses que congregam.

Os interesses que buscam representar sofrem de várias ameaças.

A principal delas talvez seja o “egosupercentralismo” do senhor Hartung Gomes, outra dificuldade – ampliada pela anterior – é acomadar as perspectivas de crescimento da persona política do governador Renato Casagrande, que naturalmente, quer ampliar uma base de poder ligada diretamente a ele, uma terceira dificuldade é o exclusivismo petista, onde lideranças com os mais diferentes valores e práticas já se chocam (com um crescente número de líderes conflitantes).

Uma quarta dificuldade é a péssima situação da maioria das prefeituras, os casos de Vitória e Serra – com dificuldades financeira seríssimas – e de Vila Velha e Viana – com péssima administração, apesar de situação financeira menos pior, dificultando a reeleição em Vila Velha, Serra e Viana e complicando a indicação de sucessor pelo prefeito de Vitória.

Para a oposição – centralizada nesse momento no PSDB, mas podendo agregar outros atores políticos e até mesmo partidos – resta perceber que a campanha terá um tom metropolitano que demandará ao mesmo tempo: atenção aos líderes políticos com capacidade de representar a qualidade política e administrativa, articulando chapas que contemplem as forças políticas de todos os municípios da Região Metropolitana da Grande Vitória e estabelecer um programa de governo que, mesmo levando em conta as especificidades municipais, tenha a dimensão integrada da vida das pessoas na região – para além das divisas municipais – e responda ao novo padrão de ética, qualidade de vida e sustentabilidade que a candidatura de Marina Silva representou para grande número de eleitores das nossas cidades.

Se for assim, penso eu, terá a oposição condições de conseguir bons resultados nas eleições de 2012, basta ter preparação competente e interesse e capacidade de articulação política, sem exclusivismos e um grande compromisso com a inovação e a competência administrativa, a qualidade de vida e a ética pública.


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