Publicado por: blogdamariazinha | 18/03/2011

Oposição qualificada: o caminho do PSDB

O tucano transmite uma imagem de alegria e vida por causa de suas cores e beleza. O PSDB, se quer se qualificar como oposição, deve também transmitir esses sentimentos. Isso tem a ver com futuro, compromissos, éticas e realizações. Unidade é fator fundamental.

O PSDB no Espírito Santo e no Brasil tem a chance de construir uma oposição qualificada.

A vida no poder, ainda mais num país de tradição patrimonialista como o nosso, é, evidentemente, muito mais fácil e tranquila. Atrai mais “amigos” e “colaboradores”. Os eventos e festas são mais cheios, as palavras recebidas mais calorosamente.

Nosso país e nosso estado, no entanto, não conhecem, ainda, pelo pequeno tempo de nossa história democrática, uma oposição consistente e qualificada duradoura.

Tanto aqui, quanto no âmbito federal, no período de 1945 a 1964, a oposição era feita – via de regra – pela União Democrática Nacional (UDN). Apesar de figuras importantes e capacitadas o estilo oposicionista da UDN ficou marcado pela histriônica posição de Carlos Lacerda e a sua “banda de música”.

No período militar a oposição, pela natureza autoritária do regime, era muito mais reativa e denunciadora que propositiva. As proposições restringiam-se aos grandes temas: eleições diretas para presidente, convocação de Assembleia Nacional Constituinte e por aí vai. Não havia outro caminho possível.

No período da redemocratização a oposição, nos anos de 1985 a 2002, foi mais uma vez regido por um estilo de tudo criticar, de jogar lama, de dizer que todos – exceto eles – eram corruptos, de que tudo o que se fazia ia dar errado. É o estilo petista de oposição. Com esse comportamento demagógico e populista conseguiram – muitas vezes – criar uma impressão de que só eles se preocupam com os interesses da população. Não é verdade, mas que muitas vezes colou, isso colou.

O PSDB vive agora o momento de suas convenções municipais, que depois desaguarão nas convenções estaduais e na Nacional. Esse é um momento de reflexão privilegiada que o Partido deve buscar para, sabendo aproveitar o espaço que tem na sociedade brasileira e capixaba, e os resultados eleitorais obtidos – apesar da imensa propaganda, do dinheiro farto, das ilegalidades de campanha de Lula e tudo o mais – mostram que o papel da oposição, capitaneada pelo PSDB, existe e deve ser aproveitado.

Para isso cumpre estudar, refletir, se posicionar, criticar e propor.
Importante perceber, ainda, que o discurso deve “bater” com a prática, que os valores éticos e republicanos estão em alta na sociedade e que a tecnologia da informação e comunicação permite aos cidadãos, em especial aos jovens, uma participação mais ativa e instantânea na ação política.

Isso demanda, ainda mais, um forte senso de unidade e cooperação daqueles que estão assumindo os cargos diretivos do Partido. Isso demanda um esforço de convencimento, sem demagogia e mistificações, esse não é o estilo tucano de oposição nem de governo.


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