Publicado por: blogdamariazinha | 17/03/2011

Os Vidigal: duas histórias

Sueli Vidigal brinca de Wally com a Justiça Eleitoral. Onde estará Sueli?

Primeira história: Onde está Wally?

A deputada federal Sueli Vidigal está brincando de “gato e rato” com a Justiça Eleitoral.

Já fazem três meses que a Justiça Eleitoral tenta lhe entregar a notificação de processo por abuso de poder político e econômico e captação ilícita de recursos e não consegue.

A desculpa que a deputada usou é de uma “cara de pau” de meter medo. Segundo afirmou ela é “a maior interessada em que tudo isso venha a tona”. Como assim Sueli? Se você tem tanto interesse porque não providenciar o recebimento da notificação?

Estranho é que a Justiça Eleitoral de trela para um tipo de comportamento assim e não faça a notificação por edital em jornal de circulação nos locais onde ela mora (Espírito Santo) e trabalha (Distrito Federal).

Esse é o típico comportamento daqueles que querem simplesmente protelar o processo. Isso não pega nada bem. Nos da a todos os cidadãos capixabas, interessados no esclarecimento da acusação, a impressão de que a deputada não tem tanta segurança em sua inocência.

Vamos lá deputada Sueli para de brincar de “onde está Wally”, você já passou dessa idade.

Tem gente que acha que o governo é uma vaca leiteira. Não é. Nepotismo não pode, isso já resolveu o STF.

Segunda história: Irmã não é parente?

O prefeito Sérgio Vidigal, talvez inspirado por Leonel Brizola, quer inventar uma nova situação de parentesco desconhecendo a resolução do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o nepotismo.

Na década de 1960, quando queria suceder João Goulart na presidência do Brasil, no que era impedido pela lei eleitoral que proibia a candidatura de cunhados para suceder alguém que ocupava posto no executivo, Brizola cunhou a célebre campanha “Cunhado não é parente, Brizola pra presidente”.

Agora o prefeito Sérgio Vidigal quer dizer que pelo fato de sua irmã ocupar o cargo comissionado de assessora especial da Coordenadoria de governo desde 1998 e por ser servidora concursada da Prefeitura Municipal da Serra há 23 anos ela não está em situação irregular perante o ordenamento jurídico do país? Como assim prefeito?

O senhor prefeito sabe, descoberta mais essa irregularidade, que só tem duas soluções: ou exonera a irmã da função comissionada ou a nomeia para um cargo de secretaria municipal, a única abertura possível na resolução anti-nepotismo do STF. É simples assim.

Triste, no entanto, que o senhor prefeito precisa de mais uma denúncia de um cidadão e de uma ação do Ministério Público para se mover. Triste como esse ex-dinâmico casal se transforma cada vez rapidamente no que de mais velho há na política capixaba.

Já há algum tempo se escondem atrás do surrado discurso fantasioso de perseguição política.


Responses

  1. Não é a toa que sou fã incondicional de Mariazinha há anos.


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