Publicado por: blogdamariazinha | 16/12/2010

Ascensão e queda do casal Vidigal

A ascensão já é história, a queda está apenas começando, onde vai parar?

Em 1960 o grande escritor, jornalista e historiador americano, William Shirer, lançou aquele que é o seu mais famoso livro até os dias de hoje: Ascensão e queda do Terceiro Reich. Nesse livro, ricamente detalhado e com ótimo trabalho de fontes, Shirer descreve o completo relato da situação alemã, desde o aparecimento de Hitler na vida pública até o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945.

Quando se estuda o nazismo, seu nascimento, crescimento, ápice, decadência e morte, pode-se, em certo sentido, se lembrar dos grandes filósofos gregos que falavam da corrupção, aqui no sentido de degeneração, dos regimes políticos como uma constante das sociedades organizadas. O grande expoente dessa corrente era o grande Platão.

Aristóteles, outro dos grandes filósofos gregos, no entanto, falava que a solução para a corrupção, mais uma vez no sentido de degeneração, dos regimes poderia ser evitada com a adoção das melhores características da monarquia, da aristocracia e da democracia. Era o que ele chamou de regime misto e, depois, foi denominado de República.

Segundo Aristóteles só o regime misto teria – pelos seus mecanismos cruzados de controle e limitação do poder – as condições para impedir que a degradação do regime político ocorresse.

Como é bom, sem falsa modéstia, conhecer, um pouco que seja, da história e dos pensamentos políticos. Sérgio Vidigal teria obrigação de saber dessas coisas. Sueli, não.

A decadência política irreversível, ao meu juízo, do casal Vidigal está apenas começando. Os sinais de degradação, cada vez mais evidentes, apenas começam a aparecer. Uma lástima. Os Vidigal, quando surgiram na política em fins da década de 1980, eram vibrantes, inovadores, responsáveis e sabiam escolher sua assessoria.

Agora nesse fim da primeira década do século XXI não passam de um arremedo de políticos. São políticos mesquinhos, interessados apenas na sua paróquia, que olham apenas para seus interesses políticos mais imediatos. Perderam o viço, a força, a inspiração. Perderam até a ética? Parece que sim.

Para os cidadãos da Serra, no entanto, esse processo pode ser bastante didático, no sentido de mostrar que, de modo algum, por mais competente que se mostre um governante podemos deixar de acompanhar, fiscalizar, cobrar e propor. Não existem salvadores na política.

Só com constante presença da sociedade nos assuntos públicos esse tipo de situação poderá ser evitado, isso já nos ensinava Aristóteles a milhares de anos atrás na Grécia Antiga, pena que Vidigal, nesse caso o Sérgio, esqueceu disso ou faltou a essa aula.


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